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5 dicas que podem te ajudar no Processo Criativo

Por Vinícius Lins

Introdução

Tudo o que nós criamos é resultado de referências criativas. São os conteúdos que você absorve durante todo o seu dia-a-dia, podendo vir desde um panfleto que você pegou na rua,  até um filme no cinema.

Ter uma rotina onde a criatividade é um ponto de ignição, é altamente influenciável de como você vai lidar com as suas referências, estar preparado para receber essa informação e poder transformá-la e criar algo novo.

Contextualizando

Diariamente, lidamos com uma tempestade de informações vindas de todos os canais de comunicação nos quais usamos. Nos mantemos 24 horas por dia conectados em nossos smartphones, onde muitas vezes não conseguimos filtrar as informações apresentadas. Nos tópicos a seguir, vou apresentar de maneira breve, pequenas ações que facilitam na hora do processo criativo.

1.Anote tudo

Tomar notas é um dos hábitos que mais ajudam a lidar com o processo, seja no caderno, celular ou até em áudios no Whatsapp. Anotar e memorizar as suas ideias e referências é essencial para que você lembre das mesmas, já que muitas vezes, podemos ter grandes ideias significativas, que acabam se perdendo durante o caos do dia-a-dia. Se você criar um hábito de tomar notas, criar não vai ser tão difícil.

Desenvolver aquela ideia anotada mais cedo, pode ser responsável por solucionar seu problema na hora de criar um texto para aquela campanha ou a peça que faltava para você enviar a sua arte para o cliente. Anotar é rei, e dito isso, vamos para a próxima parte.

 2.Saiba em que fonte beber 

Semana passada eu escrevi um texto sobre um filme que me inspirou muito, sobre a obra de Sebastião Salgado que é digna de inspiração pessoal e profissional. Suas fotos me trouxeram vontades e pensamentos que eu podia nunca ter tido, e essa conexão me fez escrever aquele texto, estimulando assim novos pensamentos e vontades.

Dito isso, saber em que fonte beber, nada mais é do que saber onde buscar referências, onde se aventurar nesse vasto mundo cultural que a internet nos proporciona. Um bom começo é buscar curadores de conteúdo que tenham o seu perfil ou até mesmo algum que você se identifique. Buscar indicações de pessoas e personalidades em que você confia é um dos caminhos que podem lhe direcionar para uma boa referência.

Com os curadores, achamos uma ótima forma de filtrar toda a informação diária, pessoas ricas de conhecimento em determinado segmentos são excelentes para trocar uma conversa, onde a pessoa que domina determinada área poderia lhes proporcionar um resumo ou argumento interessante sobre o assunto.

Essas referências vão além de só ler um livro ou ver um filme, são situações e experiências vividas por você, e colocá-las em um contexto de criação é tirar o melhor das situações extraordinárias do seu dia.

Eu sei, pode parecer complicado no início fazer todo esse processo, mas a partir do momento onde você se propõe e tenta enxergar isso com outros olhos, você verá que consumir qualquer produto cultural é, de alguma forma, tirar o melhor dele. Faça disso um hábito, mas não esqueça de sair da zona de conforto.

3. Busque fora da sua bolha

Buscar fora da bolha nada mais é que sair da nossa zona de conforto, tendo em vista que nos dias atuais a internet acaba moldando a sua experiência, seja no Facebook (que filtra todo o seu contéudo para lhe dar experiências muito mais pessoais),  ou na Netflix (com aquele letreiro verde mostrando a relevância de tal filme ou série  que tem mais a ver com você).

Ampliar suas referências é mais do que você conhecer coisas novas pela qual você achou que nunca iria gostar, é explorar um vasto mundo de cultura que pode  lhe dar várias visões de mundo e vivências, como dito anteriormente; isso ligado a suas experiências de vida, gera uma nova ideia, que pode ser completamente original.

Não descarte o desconhecido, experimente, teste, aprenda e transforme. Depois disso, o bloqueio criativo passa a não ser aquele tortuoso caminho que você enfrenta quando ele inconvenientemente aparece.

4. Crie sem preocupação, mas seja implacável como editor.

Esse conselho é de um ilustrador que participou da série Abstract: The Art of Design, E o que Christoph Niemann quis dizer com isso?

Que como editor, ser implacável ao revisar o seu trabalho, e como artista, criar sem preocupações, pois se expressar com liberdade pode gerar excelentes ideias.  Fazendo esses dois papéis, o seu trabalho final tem mais chances de obter o sucesso almejado.

5. Use a música como combustível 

Essa é uma das coisas que tem papel fundamental na hora em que vou criar. A música serve como um combustível para o cérebro, auxilia no foco, na concentração e causa um efeito inspirador.

Adicionar música na sua rotina de criação pode facilitar e muito o processo. Tente primeiro com músicas que você gosta. Se não funcionar – muitas vezes músicas cantadas atrapalham -, minha sugestão é se aventurar por trilhas sonoras no Spotify e no Youtube. Lá você encontra trilhas e playlists  de vários gêneros.

Eu, por exemplo, enquanto escrevo esse texto, estou escutando a trilha de The Good, The bad and The Ugly do genial Ennio Morricone.

Esse canal tem playlists com sons ambientes e tranquilos, se alguém quiser começar por algo, pode ser por aqui.

E por fim:

Claro que esses métodos podem não funcionar com todo mundo, mas vale a tentativa, né? Explorar meios distintos de processos de criação é a melhor forma para você achar como fazer o seu.

E você? Como funciona o seu processo de criação?

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Jéssica