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A Linguagem e Representatividade nas Redes Sociais

Olá criativxs, tudo de boa? Então, vamos falar um pouco sobre adequação de linguagem e representatividade na produção e gestão de conteúdo para redes sociais na contemporaneidade?

Antigamente, mas não tão antigamente assim, a forma de comunicação entre empresas do segmento B2C (Business to Commerce) e seus respectivos clientes estava fundamentada numa base muito rígida, na qual existiam scripts a serem seguidos a fim de manter certa ordem, denotar respeito e seriedade. O uso de pronomes de tratamento como Sr. e Sra., verbos na terceira pessoa do singular como estamos, buscamos, entre outros artifícios, evocavam de maneira direita ou indireta a ideia de que havia ali não duas pessoas humanas se comunicando, mas uma instituição e uma pessoa. Por muito tempo funcionou, mas aí o Orkut foi desbancado pelo Facebook e as relações tiveram seus laços apertados, seja de maneira natural ou com aquela bela ajuda do famoso botão “Promova a sua página”.

Mas então, ainda hoje, é possível manter o padrão de comunicação outrora usado? É viável para uma empresa comunicar-se de maneira genérica sem levar em consideração os meios através dos quais se dão esta comunicação? Numa avalanche de movimentos sociais que evidenciam a pluralidade, ainda faz sentido não pensar nos variados públicos que receberão o conteúdo que produzo? A linguagem que uso é de fato acessível e dialoga com os usuários? Vixe, quanta pergunta. ¬¬’ Simbora entender um pouco melhor.

1.Linguagem, o que te faz vender milhões ou perder produtos no estoque

A internet pode ser compreendida como uma sociedade paralela à sociedade física que transitamos e assim como todas as sociedades, desenvolve o seu próprio código de comunicação. Obrigado se transforma em obg, beijo em bj, te amo num simples ♥ e por aí vai. Seja por necessidade de objetividade ou por qualquer outro motivo, é inegável as transformações que a maneira a qual nos comunicamos mudou dentro da grande rede mundial de computadores e ter consciência disso faz toda diferença tanto na criação quanto na gestão de conteúdo. Esteja atento ao público para o qual direciona determinado conteúdo, estude como ele se comunica, como se relacionam entre si, para que sua maneira de comunicação e relacionamento atinja as pessoas na mesma intensidade que elas atingem umas as outras.

(Parece óbvio? Pois é, tem muita gente que ainda utiliza o messenger como SAC telefônico com aqueles textinhos baratos e isso pode custar caro. – Mds que trocadilho horrível).

2.Representatividade, incluir a todos para alcançar a todos

Nunca se viu tanta gente falando sobre questões sociais. Todos os dias vemos pautas e mais pautas levantadas sobre alguns movimentos como negro, LGBT, feminista, entre outros e ignorar isso é pedir que seu conteúdo falhe (na grande maioria dos casos). A partir do momento que um sujeito se vê na campanha da empresa, aquilo deixa de ser uma simples propaganda e passa a ser conteúdo de relacionamento e relacionamento é dinheiro. Pode soar um pouco mercenário, mas calma, não estou falando aqui de ser oportunista, é bem mais além que isso. Um conteúdo bem planejado precisa – e muito – ser pensado de maneira crítica e coesa para que não seja vazio. É um exercício que a equipe de marketing precisa fazer diariamente, compreender o outro, perceber o outro, analisar o outro em suas palavras, atitudes, sentimentos. Um comunicador preconceituoso vai falhar pois não será capaz de acessar o que há de mais importante no público alvo que é sua singularidade. Então fica como dica se inteirar mais sobre as causas sociais, um exemplo lindo e atual é a campanha “essa Coca é Fanta, e daí?” Da Coca-cola, produtora da bebida mais gelada, deliciosa, doce e viciante do universo, perdendo apenas para o café, porque o café pisa muito.

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Podemos resumir isso tudo num único conceito, humanização de redes. Aproximar-se do cliente a fim de criar um laço que vai além da venda do produto, além daquilo que pode-se ganhar financeiramente a curto prazo, desenvolver um relacionamento afetuoso e ganhar não somente a grana, mas o coração dessa galera. Isso me faz lembrar de um negocinho lindo chamado Branding, mas a gente fala sobre isso na semana que vem, pode ser?

Um xero lindo no h-art de vocês do Social media e Designer gráfico mais lacrador de Recife e Região metropolitana, Eu, também conhecido como Carlos Santos.

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Alfredo Galamba