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Os veículos de comunicação de massa podem morrer?

Os veículos de comunicação de massa fazem parte da vida de toda a sociedade. Mas será que eles são eternos?

Desde sempre o ser humano teve a necessidade de se comunicar. Comunicar-se é um ato político. Nos tempos mais remotos, os homens faziam pinturas rupestres, com o passar do tempo veio a língua, a escrita e em seguida os veículos de comunicação.

Um dos veículos mais antigos que se tem registro é o correio. Tanto que os egípcios os usavam para enviar documentos e cartas. Muitas vezes, o envio dessas mensagens era realizado por aves como corvos e pombos.

Existem dois tipos de veículos de comunicação:

> Individual: os meios que estão pautados em comunicação de pessoas para pessoas. Como por exemplo: a carta, o fax, ligação telefônica, etc.

> Massa: esses meios tem o intuito de comunicar para uma grande gama de pessoas de forma mais ampla e externa. Jornais, revistas, rádio, televisão e internet são considerados meios de massa.

Para a nossa discussão, daremos foco aos veículos de massa. Depois do jornal impresso, o primeiro deles foi o rádio. Ele nasceu oficialmente no Brasil no dia 7 de setembro de 1922, em comemoração ao centenário de independência do país.

O grande soberano

Em apenas dois anos, o rádio tinha se transformado no principal meio de comunicação no país. A primeira estação de rádio brasileira se chamava Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Daí surgiu a ideia de “Rádio Clube” ou “Rádio Sociedade”, em que os ouvintes eram associados e contribuiam com uma mensalidade para a manutenção da emissora.

Por muito tempo o rádio reinou como veículo de comunicação supremo sem grandes concorrentes. Existiam várias emissoras e as verbas de publicidade iam todas para anúncios dentro desse meio. Se gastava muito tempo criando conteúdos para ele, existiam radionovelas com audiências altíssimas.

O rádio já existia há décadas como meio essencial de comunicação. Até que em 1950 a televisão surge com força máxima.

A queda do rádio

Por 30 anos, o rádio tinha sido um veículo fundamental na sociedade e parecia que aquele reinado jamais teria fim. O boom da televisão que ocorreu nos anos 50 provou o contrário. Ainda nessa década milhares de pessoas ao redor do globo já tinham o eletrodoméstico. Foi o primeiro meio audiovisual da história da humanidade e isso mudou o mundo. Ela invadiu os lares de forma arrebatadora e rápida, os fiéis ouvintes do rádio foram se entregando a esse novo veículo de comunicação sem muita relutância.

A primeira emissora televisiva brasileira foi a Rede Tupi. Para a fazer bombar, o empresário Chateaubriand trouxe dos Estados Unidos cerca de 200 televisores e os espalhou por toda a cidade para fazer os olhos da população brilhar. Toda a cidade foi hipnotizada pelos sons e pelas cores que aquele eletrônico promovia.

E apesar da grande e ilustre fama da televisão, cedo ou tarde ela também seria desbancada. Surge, em 1990, a internet. No começo muito tímida ainda mas com o passar do tempo, vira o meio de comunicação soberano e faz os outros veículos comerem poeira.

No meio disso tudo, como ficou o rádio?

O Rádio hoje ainda é consumido por uma parcela de pessoas, definitivamente não tão expressiva como na década de 20. Ele teve de fato que se reinventar e mudar seus conteúdos. Um exemplo disso são as radionovelas, que hoje já não existem. A pessoas não consomem mais áudio como consumiam antes, atualmente não faz mais sentido acreditar que alguém vai passar minutos escutando uma história que se manifesta apenas por áudio.

José Carlos Araújo, locutor da Rádio Globo, diz em entrevista:

“O Rádio não morreu… Pelo contrário, ele foi encontrando novos rumos, sempre se modernizando no seu formato. Aposto que, com a chegada da era digital, e, conseqüentemente, com uma melhor qualidade de som, ele vai crescer mais ainda. Rádio, além de companheiro, é, também, um excelente prestador de serviço”

Mas até onde isso é verdade? É realmente possível um meio de comunicação de massa ter seu fim? Bem, até agora nenhum deles teve. Apesar disso, parece que a internet vai levar todos eles ao fim.

O fim dos veículos de massa

Não é nenhuma surpresa para ninguém que a televisão quase cometeu um homicídio contra um rádio. Mas e a televisão, ela tem esperança ainda contra a internet?

Atualmente, as emissoras se encontram em um momento difícil. Em fevereiro de 2017, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações, mais de 95,1 mil de brasileiros deixaram de assinar TV paga.

Das grandes emissoras apenas a Oi e a Cabo demonstraram um crescimento e mesmo assim nada muito expressivo. Todas as outras, incluindo a SKY, que era uma das principais, apresentaram uma considerável perda de clientes num espaço curto de tempo.

Todos os estados estão com grandes taxas de cancelamento de assinaturas, principalmente no Nordeste, que lidera com os estados Sergipe, Bahia e Pernambuco. Segundo esse gráfico do Google Trends o volume de buscas por “Assinatura TV a cabo” no Google vem caindo drasticamente.

Já a Netflix se encontra em um contexto completamente diferente. No semestre que fechou em Julho de 2017, a marca superou 100 milhões de assinantes. A maioria deles de fora dos Estados Unidos, país que originalmente era seu mercado principal.

A forma de se consumir conteúdo mudou. O formato que as emissoras de televisão e de rádio entregam já não atende mais as necessidades do público. Caso as emissoras não se reinventem e mudem a forma que oferecem conteúdo, é bem possível que muitas cheguem a extinção.

A verdade é que na minha opinião, o que vai sobreviver não vão ser os meios, mas sim o conteúdo. O conteúdo audiovisual e o auditivo não vão deixar de existir, eles talvez apenas vão deixar de ser trafegados onde era originalmente seu lugar de reprodução.

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Alfredo Galamba