Ensinando a geração Z

A gente ouve muito dizer que a sala de aula é um dos ambientes de atuação profissional que menos mudou nas últimas décadas… compara-se muito o ramo de atuação do professor com áreas como a engenharia, a medicina… mas que o ofício do professor se mantém o mesmo.

Mas se o ambiente e sua disposição permanecem semelhantes, uma coisa podemos garantir que mudou muito: os alunos. Quando falamos do comportamento do consumidor e falamos sobre perfis de comportamento, falamos sobre uma geração que nasceu perto da virada do milênio e que agora chega ao ensino superior e ao ensino profissional. E o que tem isso?

Essa geração vem sendo cada vez mais diagnosticada com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), resultando em crianças e adolescentes com mais dificuldade de aprendizado… junte isso com um formato de ensino tradicional e temos a receita para o fracasso: alunos que passaram a vida toda sendo estimulados a fazerem várias coisas ao mesmo tempo, lerem textos cada vez menores e mais rápidos junto com animações e imagens e humor sendo expostos a pressão profissional e conteúdos cada vez mais densos.

Qual o resultado disso? Alunos com cada vez mais dispersos, com dificuldade de absorverem e de se aterem aos conteúdos, professores tradicionais cada vez mais frustrados pelo baixo rendimento e uma necessidade urgente de renovação. A educação parece estar se aproximando de uma crise… mas a saída já está na nossa frente!

A criatividade, a inovação e os formatos fluidos não podem ser apenas aquilo que os professores ensinam, mas principalmente o que praticam. Trazer o diferente e engajar nosso público nas experiências que trazemos é uma dinâmica cotidiana no nosso mercado de trabalho, e da mesma forma deve ser na nossa sala de aula. Não se ensina a ser criativo, mas se exercita a criatividade… então a nova sala de aula é o mundo, a vivência e a experiência. Os novos alunos se comportam na sala como se comportam na mídia: se não sentirem vínculos afetivos perderão sua atenção. Caso se sintam passivos, passam para outra coisa.

A nova educação é o desafio de criar relações. Vamo lá?

EU SOU UMA MARCA: Construa seu Branding

“Em minha calça está grudado um nome 
que não é meu de batismo ou de cartório,
um nome… estranho.
Meu blusão traz lembrete de bebida
que jamais pus na boca, nesta vida.
Em minha camiseta, a marca de cigarro
que não fumo, até hoje não fumei.
Minhas meias falam de produto
que nunca experimentei
mas são comunicados a meus pés”.

Poeticamente Carlos Drummont de Andrade, em 1984, já chamava atenção para questão da marca. Sempre escuto a seguinte frase, “a propaganda é a alma do negócio”, “ quem não divulga não vende”… Na sociedade pós-moderna, quem não está presente nas redes sociais, no mundo virtual não é visto. Logo, quem não é visto, não é lembrado. Isso vale tanto para empresas como para profissionais. Pode ser que a ideia da sua marca, está resumidamente atrelada a seu currículo tradicional com informações pessoais, objetivos, formação, experiências, cursos. Editado apenas numa lauda, configurada no word, com patrões estabelecidos pelos gestores de RH. Coloca foto ou não? Pode isso? Pode aquilo? e assim, não conseguimos definir uma MARCA PESSOAL OU PROFISSIONAL.

“…são mensagens, 
letras falantes,
gritos visuais,
ordens de uso, abuso, reincidência, 

costume, hábito, premência,
indispensabilidade,
e fazem de mim homem-anúncio itinerante,
escravo da matéria anunciada.
Estou, estou na moda.
É duro andar na moda, ainda que a moda
seja negar minha identidade,
trocá-la por mil, açambarcando
todas as marcas registradas,
todos os logotipos do merca
do…”

Sugiro ao caro leitor, buscar uma formação para  fazer o seu Branding.  Fazer a gestão da sua marca. Isso pode ser de forma isolada, ou buscando ajuda de profissionais especializados nas áreas de Animação 2D e 3D, Cinema, Design de Joias, Design Gráfico, Empreendedorismo e Inovação, Game Design, Jornalismo, Marketing e Publicidade. Irão ajudar a criar a sua imagem de marcar, produtos e organizações. Fazer o correto alinhamento de objetivos pessoais, organizacional ao público alvo. Portanto, convido a conhecer a Expolab, uma Escola de Educação criativa, que tem toda especialidade necessária para ajudar você a se posicionar no mercado, e construir sua marca. Só assim, você sairá de um currículo tradicional para um bastante moderno, com mais possibilidades de posicionamento no mercado de trabalho. De que forma a EXPOLAB pode te ajudar?

Você já leu historias em quadrinhos?

Quando se fala em quadrinhos, o que vem à cabeça de muitas pessoas se resume a Super-heróis, Marvel, DC Comics, e com isso, acabam associando a algo que só crianças fazem ou utilizam-se do estereótipo do “nerd inseguro”, no maior estilo “The Big Bang Theory” mas não, quadrinhos vão muito além disso, caso não saiba, é nomeado também de nona arte.

Na França, a cultura de quadrinhos adultos já é disseminada e muito respeitada, de lá saem inúmeros clássicos, e no ano de 2009, a França inaugurou seu primeiro museu de histórias em quadrinhos. Continuar a ler “Você já leu historias em quadrinhos?”

Imagem e ação, imagem é ação! – A importância do uso da imagem na produção de campanhas publicitárias

Fala meu povo lindo da terra mágica das propagandas, tudo certinho com vocês? Então, fazia um tempo danado que a gente não se encontrava, mas cá estou eu novamente. Simbora pro tema do artigo que se deixar eu vou querer tomar 03 cafés com vocês e conversar sobre signos.

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O que seriam das campanhas publicitárias sem imagens? (Não seriam). E você pode até pensar – Ah Carlos, mas e as campanhas de rádio? – Então, até em anúncios cujo único veículo de contato com o público alvo é o áudio, acredite, mentalmente diversas imagens são formadas. Mas vamos focar em campanhas cujo foco é de fato o visual, mídia on e off, digital e impresso.

Imagem vem do latim (imago) e significa a representação gráfica de uma pessoa ou objeto, para nós, de uma ideia ou conceito. Através da imagem conseguimos fazer com que a redação de um anúncio seja compreendida pelo público alvo de maneira mais ampla de forma que surta efeito emocional. Ao somar texto e imagem (sendo essa fotografia ou vídeo), tornamos a experiência do ouvinte um tanto sinestésica e dessa maneira o atingimos não apenas por um sentido, mas por vários.

Imagine por alguns segundos se não houvesse imagens nem cores em todo material publicitário do mundo. Imagine uma imensidão de brancos, imagine as prateleiras dos supermercados repletas de produtos impossíveis de diferenciar, imagine agora o seu produto perdido num mar e outros produtos sem nenhuma possibilidade de destaque, sem dialogar com os consumidores, sem chance de competição. Ok, momento “pânico no lago” já acabou, voltemos ao mundo real.

Queria só dar um susto mesmo, de maneira que a gente possa compreender a importância gigante que tem o uso da imagem em cada criação. Para além disso é preciso escolher bem o material gráfico que será utilizado a fim de que este tenha qualidade e converse com a proposta e conceito da campanha. Mas nem sempre é um trabalho tranquilo encontrar imagens boas no vasto mundo da internet e por isso mesmo vou finalizar este artigo lindo de  Carlinhos deixando uma lista de 07 bancos de imagens gratuitos onde vocês podem caçar materiais para usar e abusar em suas criações. Confere abaixo esse mimo:

  1. Pexels
  2. pixabay
  3. Free Stock Photos Bank
  4. Free images
  5. Free pik (até parece que nunca usaram né?)
  6. Morguefile
  7. RGB stock

Rápido, indolor e usual. Hoje eu só queria dividir com vocês essas maravilhas de banco de imagens que facilita um bocado a nossa vida. Curtiu? Então compartilha porque logo, logo tem mais. Peçam conteúdos, sugiram, estou às ordens! Beijo do Carlitos pra vocês e até a próxima.

 

EMPREENDEDORISMO E CRIATIVIDADE

O empreendedorismo estimula a criação de desenvolvimento de novas possibilidades de gerenciamento de negócios. Estes negócios permitirão agregar, junto ao público, o surgimento de microempresas com fins a alcançar seus objetivos de permanência no mercado bem como a satisfação de seus clientes com um aparato inovador. A oportunidade, ora identificada pelo empreendedor em seu negócio, refere-se a uma necessidade de mercado com vistas à criação de produtos/serviços que satisfaçam uma demanda. A ideia de investir em uma necessidade até então nunca explorada, ou atuar de modo diferenciado em um ramo cuja concorrência não atenda corretamente às necessidades da demanda é uma opção de o empreendedor promover sua inserção no mercado (SILVA, 2003).

Não se contentar com apenas uma ideia é o que este autor afirma ao concluir que a mais adequada virá à tona quando houver mais que uma para escolher. Esta é premissa básica a quem pretende exercer função criativa.

Segundo Chér (2014), trata-se de uma maneira diferenciada de competição na atuação de mercado e, esse modo em lidar com produtos e/ou serviços, está diretamente ligado ao encantamento do cliente numa prospecção em participar da parcela do mercado com seu negócio.

Dentre os diversos obstáculos encontrados dentro do ramo de negócios, adotar a criatividade como obtenção a gerar diferencial competitivo, parte como estratégia com a finalidade de não apenas satisfazer necessidades/desejos de seu público. Há o desejo de superar expectativas sob o ponto de vista de um posicionamento adequado ao desenvolvimento de novos produtos, atraindo preferências, encontrando soluções inovadoras a problemas com a quebra de paradigmas resultando em mudança de comportamento, desta Silva (2003).

Ainda segundo este teórico, as empresas que adotarem a inovação partindo da premissa em extrapolar a satisfação de seus clientes, ganharão espaço no mercado e, sobretudo, na preferência no gosto de quem os cativou. Assim, inovar estimula a economia e descobertas são geradas por meio desse processo que auxilia conhecimento em produtos ou serviços que atenderão a necessidades e desejos. E, mesmo a inovação sendo capaz de transformar o desenvolvimento econômico em oportunidades de negócios, ainda é um assunto pouco explorado no âmbito empresarial; as empresas que sobreviverão serão as que desenvolverem o potencial criativo em detrimento àquelas que continuarem a fazer o que sempre fizeram.

Para Silva (2003) a forma como a microempresa é conduzida é crucial à obtenção de resultados pois ao ser bem administrada, a inovação cria subsídios para geração de negócios e, consequentemente, gera empregos.

Para Chér (2014), o que se deve enfatizar e destacar é que, para uma necessidade de mercado, há oportunidades identificadas que permitirão oferecer ao público os benefícios que estes aguardam receber.

Racionalmente, o investimento em inovações tecnológicas pode acarretar em desemprego numa política de eliminar postos de trabalhos com um aparato tecnológico que reduzirá a necessidade de mão-de-obra humana. Nesta perspectiva, a relevância em se trabalhar com um suporte inovador evidencia os atributos de um indivíduo capaz de tornar o criativo em um otimista, como ressalta Silva (2003).

Para o mesmo autor, para que o profissional atue no mercado a fim receber a lucratividade como consequência da implementação de serviços/produtos diante dos inúmeros concorrentes que lidam como o mesmo segmento, o empreendedor necessita de ferramentas que o auxilie e possibilite ser visto.

Silva (2003) destaca que nesse âmbito, defende-se que a criatividade e inovação como diferenciais competitivos são necessários para antecipar-se às mudanças que o mercado exige a fim de garantir e conquistar sua “sobrevivência”. A antecipação aqui defendida se refere ao modo como uma atitude estratégica, consonante a um contexto inserido, pode servir como valiosa ferramenta ao criar mecanismos de força e oportunidade como respaldo a fim de adquirir sobrevivência.

 

REFERÊNCIAS

CHÉR, Rogério. Empreendedorismo na veia: um aprendizado constante. 2ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier; SEBRAE, 2014.

SILVA, Antônio Carlos Teixeira da. Inovação: como criar ideias que geram resultados. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2003

Os coworkings são o futuro dos escritórios?

A palavra coworking vem sendo usada e falada com mais frequência. Me lembro que, pouco mais de dois anos atrás, eu comecei a escutar esta palavra na capital pernambucana. Para quem não sabe, o coworking é um conceito de um espaço atrelado às novas formas de trabalhos, e certamente poderão substituir os escritórios formais.

Como assim?

Lógico, ou esqueceu do que foi falado sobre Economia Criativa? Na verdade, com a explosão das startups e os famosos freelanceshome offices e jobs, a ideia de “trabalhar em um escritório” mudou, assim como os profissionais mudaram. Primeiro foi a história do “vamos fazer uma reunião naquele café”, que tirava a pessoa do ambiente – geralmente sisudo, dependendo do segmento do trabalho e da empresa – de trabalho, para um local novo e mais descontraído.

De acordo com estudo da área,  no começo de 2017 já haviam 210 mil pessoas circulando entre os 810 coworkings existentes no país.

Imagem ilustrativa de como funciona um coworking (Reprodução: Pexels).

O fim dos escritórios?

Esta nova forma de trabalhar, utilizando espaços mais fluidos,  estimula o intercâmbio entre áreas de atuação, que são repensados por grandes empresas. Afinal, mudar a rotina, conhecer pessoas novas da empresa e entender como se ajudar através de seus trabalhos é inspirador. E é isso que os coworkings proporcionam: inspiração para criar e inovar num ambiente próprio.

Benefícios           

Como falamos acima, criar/formar novas equipes, multidisciplinares, ajuda a propiciar um ambiente inovador de criação e networking. Outro ponto a ser levantado é não possuir as possíveis distrações que um home office possui – muitas pessoas possuem dificuldade em se concentrar trabalhando em casa, varia de cada um.

Os espaços são pensados para trabalhar, com opções de salas de reunião,  amplas e menores, onde os profissionais podem trabalhar juntos, com wifi gratuita, opções de café e lanche para consumo, além de endereço para escritório virtual. Neste link há uma lista de serviços que podem ser oferecidos neste espaço. Uma nova forma de pensar o escritório e fazer aquela reunião, não acha?

Onde achar no Recife?

Já existem alguns espaços em Recife onde é possível trabalhar desta nova forma. Tive a oportunidade de conhecer alguns, embora ainda não tenha passado o dia em um espaço desses, cujo custo da hora costuma ser a partir de R$ 8. Fazendo uma busca online, a imagem abaixo mostra que estes tipos de espaços já estão bem distribuídos pela capital. Certamente haverá algum perto da sua casa 😉

Resultados mostrados pelo Google Maps a partir das palavras “coworkings recife”

Os mais conhecidos são o Impact Hub, Nós CoworkingWork Hall e o Bunker. Então, que tal repensar sua forma de trabalho ou buscar inspiração em um ambiente multidisciplinar de networking?

Olhar de Cinema: Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky (2017)

Vou ao cinema assistir ao novo filme da diretora Laís Bodanzky cheia de expectativas. Sim, é para tanto: a cineasta paulistana ganhou meu coração há alguns anos, principalmente com o combo dos premiados filmes “Bicho de Sete Cabeças” (2001) e “As Melhores Coisas do Mundo” (2010), este último tendo sido assistido repetidas vezes pelos olhinhos de quem vos escreve.

Laís tem ganhado destaque no cinema nacional com um forte nome feminino no meio de tantos diretores homens que sempre costumaram tomar as rédeas das direções cinematográficas brasileiras. A arte imita a vida, e assim como Laís Bodanzky luta pelo seu espaço em um cinema majoritariamente masculino, Rosa (Maria Ribeiro), protagonista de seu novo filme, luta por um espaço onde possa respirar – entre as multitarefas de ser mãe, esposa, filha, trabalhadora e dona de casa – e ainda conseguir, no final do dia, sonhar.

“Como Nossos Pais” (2017) conta a história de Rosa, uma mulher, que como tantas milhares de outras mulheres, tenta ser perfeita nas várias funções em que está inserida no mundo atual: ser uma excelente profissional, uma mãe atenta e carinhosa, uma esposa presente e desejada, uma filha compreensiva e de quebra conseguir deixar a casa em ordem. Porém, nem tudo anda bem nessa vida corrida de mulher moderna. Rosa trabalha no que não gosta, nem sempre consegue acompanhar o ritmo de suas duas filhas pré-adolescentes, passa por uma crise em seu casamento com Dado (Paulinho Vilhena) e tem desentendimentos contínuos com sua mãe Clarice (Clarice Abujamra). Desta última ainda recebe uma revelação que pode mudar toda a sua própria história, o que a faz se questionar sobre si mesma e repensar os caminhos que seguiu até ali.

Assim como a música de Belchior, “Como Nossos Pais” emociona e encanta sem muita dramaticidade. Vai reto e profundo. Arrepia e ilumina o mais obscuro cantinho do coração. Seguindo a mesma estética e temática familiar de “As melhores Coisas do Mundo”, a diretora cria uma ambientação comum aos nossos olhos: famílias da classe média atual brasileira e seus desafios cotidianos. A naturalidade das cenas e das atuações ganham rapidamente a atenção do público, que entra no filme com facilidade pela linguagem
descomplicada e acessível. A mixagem de som também chama atenção e dá todo o clima do filme, trazendo emoções por si própria. A gente se desliga e se religa ao mundo junto à Rosa por causa desses sons.

No final, o que mais tem destaque é a simplicidade de um roteiro incrível. Apesar de cumprir a 1h42min informados, a minha sensação, no finalzinho, foi de ter assistido um média-metragem certeiro. É daqueles filmes que passam rápido por te fazerem sair da sala de cinema e adentrar por completo no papel fílmico da obra. Mas que te fazem, ao mesmo tempo, pensar e repensar a sua própria vida.

Em mim, “Como Nossos Pais” bateu fundo, invadiu lembranças e dores da minha própria existência como mulher, profissional e filha. Me deixei chorar sentada na cadeira do cinema por alguns minutos enquanto os créditos subiam e as pessoas saíam da sala em silêncio. Vale a pena o peso da leveza que ele traz no final.