Ensinando a geração Z

A gente ouve muito dizer que a sala de aula é um dos ambientes de atuação profissional que menos mudou nas últimas décadas… compara-se muito o ramo de atuação do professor com áreas como a engenharia, a medicina… mas que o ofício do professor se mantém o mesmo.

Mas se o ambiente e sua disposição permanecem semelhantes, uma coisa podemos garantir que mudou muito: os alunos. Quando falamos do comportamento do consumidor e falamos sobre perfis de comportamento, falamos sobre uma geração que nasceu perto da virada do milênio e que agora chega ao ensino superior e ao ensino profissional. E o que tem isso?
Essa geração vem sendo cada vez mais diagnosticada com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), resultando em crianças e adolescentes com mais dificuldade de aprendizado… junte isso com um formato de ensino tradicional e temos a receita para o fracasso: alunos que passaram a vida toda sendo estimulados a fazerem várias coisas ao mesmo tempo, lerem textos cada vez menores e mais rápidos junto com animações e imagens e humor sendo expostos a pressão profissional e conteúdos cada vez mais densos.

Qual o resultado disso? Alunos com cada vez mais dispersos, com dificuldade de absorverem e de se aterem aos conteúdos, professores tradicionais cada vez mais frustrados pelo baixo rendimento e uma necessidade urgente de renovação. A educação parece estar se aproximando de uma crise… mas a saída já está na nossa frente!
A criatividade, a inovação e os formatos fluidos não podem ser apenas aquilo que os professores ensinam, mas principalmente o que praticam. Trazer o diferente e engajar nosso público nas experiências que trazemos é uma dinâmica cotidiana no nosso mercado de trabalho, e da mesma forma deve ser na nossa sala de aula. Não se ensina a ser criativo, mas se exercita a criatividade… então a nova sala de aula é o mundo, a vivência e a experiência. Os novos alunos se comportam na sala como se comportam na mídia: se não sentirem vínculos afetivos perderão sua atenção. Caso se sintam passivos, passam para outra coisa.
A nova educação é o desafio de criar relações. Vamo lá?