O Mito do Professor Tatuado

O ato de ensinar é um gesto incompleto, porque só se encerra com o “outro lado”, que é o aprendizado. O professor só pode chegar até o ponto de expor, demonstrar, provocar… a parte do aluno é absorver e transformar aquela vivência em conhecimento, e por isso cada aluno numa sala, vendo a mesma aula, vão aprender de forma diferente… única. Isso ocorre por vários motivos e será influenciado por diversos fatores, mas um deles é a relação aluno-professor.

Paulo Freire dizia que “ensinar é um ato de amor e, por isso, um ato de coragem”… um dos motivos disso é que ensinar requer do professor abrir algo da sua alma para os alunos, convidá-los a entrar no seu mundo. Todo mundo tem um professor que marcou sua vida, que se tornou um ídolo, um amigo, um conselheiro e isso se reflete diretamente nesse ensino. Os conteúdos trabalhados não se transmitem no vazio, e esse professor vai ser a “cara” do conteúdo (para bem ou para mal). E sim, isso é uma realidade para todos os níveis de ensino (desde o fundamental até o superior e pós graduações).

Tendo em vista essa realidade, um pesquisador americano de Nova Jersei conduziu um estudo sobre as diferenças de rendimento de alunos cujos professores tem tatuagens. Esse estudo aponta que tais alunos se mostram mais motivados, rendem melhor e demonstram índices de aprendizados superiores do que alcançam com professores sem tatuagens. Mas o que isso quer dizer?

No que diz respeito ao ensino superior, a relação dos alunos quanto ao professor demonstra uma admiração profissional e um desejo de seguir a mesma direção desse mestre na atuação profissional. Nesse processo, as tatuagens tornam o professor mais “humano”, mais “real” enquanto pessoa e não apenas como transmissor do conhecimento. Criar uma relação com o professor (mesmo que de admiração à distância) permite aos alunos a criação de uma relação mais direta com o conteúdo ministrado por ele. Mas longe de condenar os professores sem tatuagens a resultados inferiores, esse é apenas um dos muitos exemplos de como se pode criar vínculos reais com os alunos e incentivar uma experiência mais proveitosa. Muito mais do que aparência, essa é uma questão de postura.

Aqui o link para o texto original na Revista Superinteressante:

O profissional do futuro precisa surfar para acompanhar o mercado

Escrevo sobre este tema a partir de reflexões e uma conversa em ambiente informal com amigos próximos, cada um formado em uma área distinta. Falávamos sobre mercado de trabalho, oportunidades e cenários futuros, quando um deles me passou este link sobre o profissional do futuro. Após ler, tive que concordar, e mesmo me questionar:

Estou preparada para ser uma profissional do futuro?

O que fazer, para onde ir?

Por onde começar?

Transformação digital

Algumas pessoas ainda não perceberam a velocidade como as profissões e os profissionais têm mudado rapidamente e se adaptado ao novo. Recentemente estive em um evento sobre Transformação Digital nos Negócios, promovida por uma empresa referência no setor de monitoramento em Recife. Na ocasião, foram convidados vários diretores e executivos com poder de tomada de decisão em empresas, além de profissionais de alguns setores.

Uma das questões levantadas para o grupo de empresários foi: por que insistir em manter as coisas, o funcionamento, como o de sempre? E a resposta foi: é preciso se abrir para a transformação que acontece, para o novo. É uma realidade. Além disso, uma série de tendências foram apresentadas por um futurista, um profissional cujo foco é estudar e tentar perceber como será a evolução das coisas em uma a duas décadas, apontando tendências e prevendo possíveis cenários.

Processo de inovação: uma realidade

Já nos deparamos com uma automação de diversos trabalhos, fruto de uma realidade iniciada há pouco mais de uma década. Ou seja, as atividades repetitivas vêm sendo cada vez mais substituídas por máquinas. Logicamente isso resultou em demissões e adaptações, como parte de um processo evolutivo natural que desde em que a Terra é Terra, ocorre.

Este processo foi descrito pelo economista Joseph Alois Schumpeter, que, no início do século XX, refletiu como o processo de inovação aconteceria em “ondas”, que surgem e desaparecem após períodos de tempo cada vez menores. Com o advento da internet, este processo tem se acelerado mais e mais. Atualmente, vivenciamos a 5ª onda, desde a década de 1990, que envolve a consolidação de redes digitais, softwares e novas mídias, e deve ser finalizada em 2020.

Fim das barreiras?

Considerando este processo, naturalmente os profissionais precisam acompanhar este ritmo e também evoluírem. Vamos usar um exemplo: se antes, um profissional de jornalismo chegava ao mercado buscando uma posição dentro de um veículo de comunicação como forma de atuação e opção, com o tempo outras áreas similares e dentro do nicho da comunicação também passaram a absorver este profissional.

Ele pode ser um assessor de imprensa, um gestor de comunicação, atuar liderando equipes no setor de marketing e estratégia e também no mundo digital, por exemplo. Percebe-se então uma tendência à fluidez, de colaboração entre áreas. E para manter-se no mercado, este profissional deve ficar atento ao que acontece à sua volta.

É fato escutar pessoas de todas as áreas queixando-se da profissão, mas que não acompanham este ritmo evolutivo dentro da própria área. Muitos setores se adaptam para as novas possibilidades da internet e os negócios digitais.

Como se preparar?

Acredito que um bom começo é ser um profissional multidisciplinar e menos branco no preto, preto no branco. Ok, você tem uma formação, mas isso não quer dizer que não possa explorar outros segmentos e áreas, continuar buscando novos conhecimentos técnicos ou começar algo novo. A palavra “adaptação” poderia resumir este tópico. Se não se adapta, será mais difícil manter-se acompanhando esta onda que vivemos.

Uma coisa que tenho percebido em algumas empresas e já comentei aqui quando falei de coworking é como as equipes de trabalho estão multidisciplinares e colaborativas. Entendo isso como um movimento normal dentro da Economia Criativa, outro tópico que também já falei aqui no blog. E naturalmente, o senso analítico do profissional deve ser apurado, olhos e ouvidos sempre atentos, de olho em tudo o que acontece.

O que você tem feito para surfar nesta onda e manter-se atualizado?

Todas as peças estão aí, basta que a gente nade e acompanhe o fluxo do que tem acontecido 😉

 

 

E-COMMERCE: o mercado de OPORTUNIDADES

 

A internet auxilia e altera nosso dia-a-dia ao facilitar tarefas corriqueiras desde a troca de e-mail a contratação de pacote de viagens. E, não apenas isso, também proporcionou o modo como as pessoas realizam transações por meio da conveniência que possibilitou o crescimento de compras cada vez mais acentuadas pelas páginas virtuais, oferecendo assim uma excelente oportunidade para disponibilizar produtos ou prestação de serviços.

Desta premissa, o ciberespaço permite a utilização desse meio para tornar pública sua marca. É um ambiente amistoso uma vez que não exige noções específicas para apropriar suas ferramentas, a:

Ausência de conhecimento especializado em tecnologia não inviabiliza, de forma alguma, a montagem de um empreendimento bem sucedido, pois (…) a tecnologia deve ser um meio e não o propósito de seu negócio (FELIPINI, 2010, p. 11).

 

Ainda segundo Felipini (2010), com o surgimento recente de montagem de empreendimentos virtuais, é notório que esse ambiente, recém-explorado, ainda não está plenamente difundido. Um microempreendimento atuante em um negócio na internet possui a facilidade ao corrigir erros diferentemente de empresas tradicionais, pois, permite-se a aceitabilidade do que é anunciado, avaliar as condições de mercado e, somente após, vender.

Os números de negócios on-line no Brasil são extremamente positivos. Trata-se de uma área de atuação responsável por um faturamento estimado em R$13,6 bilhões, segundo pesquisa realizada em 2010, pela empresa Ebit que registra o pulso do e-commerce. Estes levantamentos resultam em uma excelente ferramenta tendo-se em vista o pouco tempo de atuação no comércio eletrônico, obtendo-se uma forte tendência de crescimento. Segundo esta mesma pesquisa, em 2001 havia um investimento de meio bilhão de reais para R$13 bilhões de reais, em 2010; um crescimento de mais de 2.300% em apenas uma década (FELIPINI, 2010).

Esta mesma pesquisa, que impulsiona a amostragem de levantamento de dados tão expressivos, remonta-se ao alto crescimento no número de consumidores on-line que saltou de um milhão em 2001 para 23 milhões em 2009, segundo eBit. São consumidores que adotaram essa nova forma de comercialização, vão comprar cada vez mais e ocuparão destacado espaço na economia brasileira, visto que o ciberespaço estimula não apenas o intercâmbio de informações, mas também,

A Internet não é uma rede de computadores, mas sim uma rede de pessoas conectadas através de computadores, ou seja, as máquinas e o software que a fazem funcionar não são um fim em si mesmo, são o meio através do qual você vai chegar até seu cliente (FELIPINI, 2010, p. 11).

 

De acordo com o mesmo autor, se o negócio implantado na Internet for baseado em um negócio com experiência e identificação nessa área, estas condições possibilitarão inúmeras vantagens, pois servirá para implantar e gerenciar numa área de atuação de interesse sem perder tempo em termos de aprendizagem, executando tarefas com mais agilidade do que um iniciante.

Conforme Felipini (2010), outras vantagens conferidas a quem faz uso da Internet em relação a empresas físicas é que, por mais que sejam cobrados os mesmos tributos (já que para Receita não importa o canal de comercialização e sim o produto), o empreendimento na internet demanda investimento, desembolso de recurso, investimento e custo operacionais menores, condições excelentes a quem empreende e dispõe de poucos recursos.

Deve-se levar em consideração que, ao investir em um empreendimento comercial físico, está se investindo e adquirindo o benefício de expor a loja junto ao público que à frente dela passa; numa loja virtual, para que os internautas tomem consciência de sua existência, necessita-se de um grande esforço promocional para visibilizar e tornar pública sua oferta, finaliza o teórico.

Ainda a despeito das vantagens conferidas ao negócio virtual, a infraestrutura necessária ao empreendimento é muito menor: basta uma escrivaninha, com livros, material para escritório e a imprescindível presença de um computador, a montagem de um plano de negócios, a criação da loja virtual e a estratégia promocional para gerar fluxo de visitantes à página. E, para a montagem e manutenção do site, um profissional na área de tecnologia que poderá contatá-lo pela internet, de forma rápida e esporádica (FELIPINI, 2010).

Para o empreendedor que, ao invés de abrir seu negócio em sua própria residência prefere inseri-lo virtualmente, vê-se a utilização de plataformas alugadas com fins a divulgar prestação de serviço e/ou venda de produtos seguida pelas redes sociais, como pode-se ver no gráfico.

Uma loja virtual da mesma maneira que uma loja convencional, busca oferecer um sistema de compras, interação com o usuário a fim de realizar uma transação comercial. Espera-se encontrar o que se procura, ser bem atendido, obter opções de pagamento para concluir o processo de compra rápido, fácil e agradável. A atenção que Felipini (2010) salienta é a exigência do consumidor on-line através das informações a que tem acesso, pois este consumidor sabe o que deseja ao realizar uma busca e sabe, exatamente, o que quer encontrar e como deseja adquiri-lo.

Nesta perspectiva, este pesquisador revela que, para ser bem-sucedido no ciberespaço, não é suficiente apenas oferecer bons produtos e bons preços, deve-se contar também com uma boa loja virtual para que as transações ocorram satisfatoriamente. A concretização da fase da compra será efetivada no modo como a loja persuadirá a realizar a transação e essa persuasão se dará por meio exclusivamente da qualidade do micro empreendimento, portanto, “uma loja virtual eficaz é aquela que consegue transformar seus visitantes em compradores” (FELIPINI, 2010, p. 26).

Conforme a análise descrita anteriormente, pode-se constatar no gráfico abaixo quais as plataformas mais usadas no ciberespaço bem como o percentual para a concretização de vendas online.

O autor ainda ressaltar que, para lidar com consumidores altamente exigentes e que sabem o que é bom pra si como usuários da web, além de tentar convencê-lo a efetivar a comprar, deve-se fornecer informações contextualizadas que o ajude a decidir. Assim, a vendagem do produto/serviço torna-se um objetivo secundário, pois o que importa serão o número de vezes que a visita retornará, maximizando o benefício oferecido a este que passa ser mais que um usuário da internet, passa a ser cliente.

Felipini (2010) ainda reitera ao concluir que o ciberespaço oportuniza a comodidade de ofertar e concretizar compras aonde quer que o usuário se encontre. Para esta facilidade, o consumidor on-line já está habituado a usar o meio virtual e sente-se seguro para realizar transações. Porém, a maioria dos internautas ainda não adquiriram o hábito de comprar on-line justificado pelo fato de terem nascidos antes do surgimento das lojas virtuais pois já estavam condicionados à compra via loja tradicional por meio do atendimento de um(a) vendedor(a).

Deste modo, a fim de angariar uma nova parcela deste público, um dos objetivos a serem alcançados pela loja virtual é de criar um ambiente que favoreça e transmita credibilidade através de fornecimento de informações claras e objetivas, garantias, depoimentos de cliente, entre tantos outros indicadores, defende Felipini (2010).

As lojas virtuais possibilitam o cliente romper a inércia deste adiar a comprar. O visitante ainda sente-se inseguro ao efetivar alguma transação via web por mais que seja muito bem informado e tenha discernimento para saber do que precisa e como proceder para adquirir um produto ou prestação de serviço que o satisfaça, conclui o autor.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FELIPINI, Dailton. Empreendorismo na internet: como encontrar e avaliar um lucrativo nicho no mercado. Rio de Janeiro: Brasport, 2010;

O QUE você precisa saber sobre comercio eletrônico. SEBRAE. Disponível em: <http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/sebraeaz/o-que-voce-precisa-saber-sobre-comercio-eletronico,b3ab55a4873c4410VgnVCM1000003b74010aRCRD>. Acesso em: 21 de Out. 2010