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Vamos falar sobre cinema?

O que é o cinema? É um filme? É a experiência de assistir a imagens em movimento numa sala escura, cercados de outras pessoas? É arte? Além destas, muitas outras perguntas permeiam a existência do cinema, criado há menos de um século e meio e recheado de polêmicas. Porém, o questionamento que talvez devamos nos fazer de fato é: por que amamos tanto nos sentar e passar horas acompanhando uma narrativa exibida numa tela enorme?

Credito: Gil VIcente/Fanzine/FUNDAJ

Essa é última é uma pergunta difícil de responder, mas a minha opinião é: gostamos do cinema porque ele mexe com todos os nossos sentimentos, sejam bons ou ruins: amamos, choramos, sentimos raiva, nojo, torcemos, vibramos, entre tantas outras sensações experienciadas diante da telona. Quando nos identificamos com um personagem sentimos uma das melhores sensações do mundo, que é estar quase vivenciando, junto a ele, o que acontece no filme. Somos transportados para uma outra realidade, numa experiência coletiva, mas que cada pessoa está aproveitando de uma forma diferente.

O encantamento do ser humano com as imagens em movimento vem desde as primeiras câmeras e exibições públicas de filmes, quando nem havia a montagem ainda. O fato de ver, numa tela, um trem chegando a uma estação (Arrivée d’un train em gare à La Ciotat, filme curto dos Irmãos Lumière, considerada a primeira sessão de cinema, em 1895) pode parecer bem corriqueiras e até sem graça para nós hoje em dia, mas amarrava a atenção de quem assistia na época e já causava sensações: muita gente fugia da sala de exibição pensando que o trem sairia da tela e atingiria as pessoas. Com o tempo, “aprendemos” a assistir filmes, mas continuamos a sair do cinema arrebatados. Então, podemos dizer que esse encantamento acontece desde sempre, por mais que as técnicas tenham mudado e estejam cada vez mais sofisticadas. O “real”, assim como o fantástico, cumprem a missão de levar o espectador para dentro da narrativa, cada um a sua maneira.

Por tudo isso, acho que é bem difícil falar sobre cinema, porque também é falar sobre emoções. Mas, mesmo assim, vou me arriscar a isso nessa coluna e abordar aspectos um pouco mais teóricos da sétima arte. Aliás, preciso me apresentar: me chamo Eduardo, sou formado em Jornalismo e em Rádio e TV e estou fazendo uma pós-graduação em narrativas fotográficas e audiovisuais aqui no Recife, onde eu moro. Trabalho com produção de vídeos, principalmente para internet, mas nutro uma paixão cada vez mais forte pelo documentário (gênero cinematográfico que pretendo abordar aqui algumas vezes). Tendo me apresentado, fico por aqui nesse primeiro post. Espero que tenhamos boas conversas nessa convivência, pois conversar sobre aquele filme que gostamos é uma das melhores sensações que o cinema nos proporciona.

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Alfredo Galamba