As falsas vidas virtuais

Hoje, as pessoas estão cada vez mais voltadas para o seu próprio mundo, fazendo com que o egoísmo se perpetue. O mal uso das redes sociais fizeram com que os indivíduos se aproximassem de quem estar longe e se distanciassem de quem estar por perto. Os usuários não estão mais notando completamente o que está acontecendo ao seu redor por conta de certos vícios virtuais, inclusive, já existem vários constatados como doença, por exemplo: a necessidade de postar algo a cada minuto. A vida particular de muitos, hoje, é vista como vida pública, o que torna-se ainda mais perigoso.

O número de influenciadores digitais (digital influencer) crescem a cada dia, e como o próprio nome já diz, eles fazem com que diversas pessoas queiram se igualar a eles, ter as mesmas coisas e se possível até a mesma vida. Com isso, nascem diversos sentimentos como: inveja, insegurança, curiosidade pela vida alheia, entre outros. Esse amontoado de sensações podem desencadear transtornos psicológicos graves como a depressão, a ansiedade e até mesmo o transtorno de personalidade narcisista, que implica na superioridade diante de qualquer pessoa, independente de classe social ou econômica.

A necessidade de estar ativamente nas redes tem atingido boa parte da população atualmente. Já é constatado que diversos indivíduos tem medo de não postar nada durante um longo período, porque pode causar “esquecimento” para seus seguidores. O que também tem perpetuado bastante na vida digital é a obrigação de estar sempre feliz, pois a positividade acarreta em um número maior de likes. O objetivo não é mais ser feliz é parecer ser feliz, mesmo que a felicidade não esteja sendo sentida no momento. As hastags “gratidão”, “amor” e “felicidade” são as mais usadas nas redes sociais, porém infelizmente não se vê isso com frequência no cotidiano. Dessa forma, as falsas vidas que são postadas diariamente nas plataformas online se equipara com a quantidade de indivíduo que perdem-se de si mesmo para tentar se igualar com a maioria.

“Ser” vai além de símbolos, signos ou interpretações. Nenhuma pessoa precisa imitar alguém para atingir certo grau de alegria ou paz interior. A felicidade e a verdadeira vida se concentra em momentos ofline, em locais onde não tem wifi ou sinal de operadora. Não é possível conhecer a essência de um indivíduo por fotos ou mensagens, mas pelo toque, pela troca de olhar. Logo, é interessante mudar o foco de postagens sobre “mais amor” e se concentrar em dar mais amor, mais gratidão, para que assim se atinja a verdadeira felicidade que vai muito além do uso de hastags.

 

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