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Teoria do cinema: é necessário saber?

Trabalhar com audiovisual – cinema, em especial – é um caminho que exige muitas decisões. Uma das principais é onde e por quê estudar a área. Estamos acostumados a assistir a produtos com sons e imagens em movimento desde criança, e por isso nos sentimos muito familiarizados com eles. Porém, dentro de um set de gravação, percebemos que só o hábito de assistir filmes não é suficiente para saber o que fazer quando a câmera começa a gravar. Por isso, lhes digo: é bem importante estudar teoria cinematográfica para produzir filmes e até produtos considerados mais simples, como vídeos para a internet. E hoje temos um cenário muito favorável para isso. Saber operar uma câmera, ou qualquer outro equipamento de áudio/vídeo é necessário. Mas saber o que gravar é ainda mais importante.

Saber pelo menos a gramática básica do cinema é essencial para quem quer trilhar o caminho das produções audiovisuais. E isso vale para qualquer função dentro da cadeia produtiva: diretor de fotografia, diretor de arte, roteirista, produtor, captação de som direto… Resumidamente, essa necessidade se dá porque, num set de gravação, acontecem muitas coisas ao mesmo tempo, e quem está lá deve, ao menos, estar ligado no que todo mundo está fazendo (inclusive para não atrapalhar aos demais profissionais).

O diretor, então, nem se fala. É quem tem que saber além do básico, porque define os conceitos do filme, combina com os demais profissionais como se dará o trabalho, busca resultados, dá feedback aos atores, entre tantas outras coisas. Também é importante que o editor tenha um conhecimento aprofundado em cinema, porque ele é, digamos, o primeiro público da produção e pode ajudar o diretor dizendo o que deu certo ou não – e até o que precisa ser regravado. Além de saber operar o software que vai juntar os takes, o editor tem que entender a teoria para saber como cada unidade se encaixa de forma suave, sem cortes bruscos não intencionais, cortando o que é desnecessário, dando ritmo ao filme ou vídeo, assim como tantas outras responsabilidades que poderíamos falar sobre isso por muito tempo.

Assim, bem resumidamente, fica exposto porquê estudar cinema. Agora, onde: Atualmente encontramos vários cursos superiores dedicados a audiovisual em Pernambuco. Eu fiz um deles, sou formado em Rádio e TV. Mas também fiz jornalismo, numa época em que este era um dos únicos (senão o único) curso em que os estudantes tinham acesso a uma câmera, por exemplo. Tanto que boa parte dos diretores de audiovisual no estado, na casa dos 30 e tantos anos, são formados nesse curso. E a caminhada para entender todos os caminhos do audiovisual acabava mais difícil naquela época, embora não impossível. O sucesso do cinema do nosso estado está aí para comprovar isso.

Por isso, dou esse conselho aos mais novos: se você quer trabalhar com cinema ou audiovisual em geral, vá estudar e aproveite o grande número de cursos na área que temos hoje em dia. Por mais que a internet nos ajude com um mundo de informações, a troca de ideia com os demais estudantes e professores, a bibliografia e a prática que estes cursos devem proporcionar são elementos que formam profissionais mais confiantes e bem preparados para produções próprias e para o mercado de trabalho. Em paralelo, cursos livres de fotografia, edição ou qualquer coisa que o interesse complementam muito bem esse caminho. É possível fazer sucesso sem nada disso, mas ter ao lado as pessoas certas facilita bastante.

 

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Alfredo Galamba