Não é não também no Carnaval!

Se liga que se eu disse não, “Eu disse não, porra!” Sim, você leu corretamente e essa é a nova campanha que tá dando o que falar já nas prévias do Carnaval. Parece óbvio que quando alguém diz não para alguma coisa, está justamente dizendo não no sentido de negação à tal coisa. No entanto, ao que parece, não é bem que ocorre nas situações envolvendo assédio sexual, sobretudo contra mulheres, que é o mais recorrente. E isso nem é novidade, o que tem trazido diversas campanhas contra esse tipo de assédio à tona. No entanto, essa campanha em específico, trata-se de uma abordagem diferente por ser destinada à intromissão e violação do espaço do outro num ambiente onde isso parece inevitável: o Carnaval.

O Case

Não é de hoje que discussões sobre assédio são levantadas e campanhas criadas na tentativa de solucionar o problema. As mulheres são o objeto de assédio mais evidente e, com base em uma cultura doutrinária machista e sexista, fica fácil de se entender o porquê. Infelizmente, a ideia de respeito ao espaço da mulher vem sido violada a séculos, desde que mundo é mundo. O legal é saber que finalmente, discussões como essas são levantadas e o questionamento sido aberto à análise e provocação do pensamento equilibrado a respeito, no sentido de se colocar no lugar da mulher e tentar experimentar um pouco de uma situação tão chata e desrespeitosa. Se uma mulher disser “não”, é “Não” e pronto.

“Eu disse não, porra!”

O criador da campanha, o pernambucano Rafael Lorega, já trabalhou em diversos outros projetos envolvendo mulheres e com mulheres. Com essa temática, novamente a mulher assume o centro da atenção em algo que, infelizmente, é ainda tão recorrente, como o assédio. E ainda mais comum nessa ambientação “propícia” que é o Carnaval, onde existe um pseudo entendimento de que “tudo pode” nessas situações de folia. As fotografias em estilo retrato (portrait), com expressão de seriedade e desconforto, representada pelo famoso “carão”, é uma estratégia fotográfica para mostrar como é desconfortante a situação. Aparentemente nuas e banhadas em um tipo de glitter, a ideia de foliãs se auto explica o desafeto pela questão no período carnavalesco, é importante notar como o Design (designo, finalidade, projeto) tem um papel importante na composição dessas imagens.

Ao todo, 15 fotografias, de mulheres diferentes e insatisfeitas com o assédio tão presente e desrespeitoso ainda. A hashtag “#EuDisseNãoPorra” está estampada nas peças fotográficas e mostra a força da insatisfação dessas mulheres quando mesmo após um “não, eu não quero”, homens insistem na abordagem e na maioria das vezes nem ao menos percebem o quanto estão sendo abusivos e absurdamente irracionais quanto ao respeito do espaço e integridade de outro de ser humano.

A esposa e sócia, a produtora Fabiana Araújo, foi a primeira a compra a ideia e convidar outras mulheres para o feito contra o assédio. Com isso, Fabiana corrobora a fala do Rafael, quando este diz que resolveu iniciar essa série fotográfica para, de alguma maneira, ajudar a disseminar essa mensagem. Quando uma mulher disser não, isso quer dizer um não.

O perfil do Rafael traz boa parte dessa discussão e pode ser acompanhado mais abertamente. Aqui, você confere esse material (abaixo) de excelente bom gosto e muito bem elaborado do ponto de vista criativo e provocativo, que nos leva ao pensamento e desprendimento intelectual, impelindo-nos a refletir sobre aquilo que é óbvio: um não é um não e pronto.

Aqui, parabenizamos ao Rafael pelo excelente trabalho e que a criatividade seja sempre uma grande parceira em questões como essa.

E é isso. Graça, paz e um copo de suco.

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