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Microinfluenciadores digitais: pequeno impacto, grande relevância

Um fato inicial: Marketing de Influência existe faz tempo

Na publicidade, ações com indivíduos que exerçam influência em grupos e massas é uma prática de longa data. Ao longo do tempo, porém, ela constantemente se moldou, sempre mantendo um objetivo principal: converter leitores, usuários e telespectadores em potenciais consumidores.

Essencialmente, a ideia de influenciador começou quando celebridades eram utilizadas como as caras da marca, aparecendo ativamente em suas campanhas, às vezes para darem um “argumento de autoridade” e, outras vezes, somente por serem rostos conhecidos pelo público. É claro que essa estratégia nunca desapareceu, ainda é bem relevante dependendo do objetivo da marca.

O tempo trouxe grandes mudanças no cenário da publicidade, que precisou se adaptar aos meios de comunicação e ao comportamento do consumidor. Nos meios, surgiu a internet como veículo para os influenciadores e, no público, surgiu a necessidade de uma publicidade pouco invasiva e bastante contextualizada.

A atual explosão de conteúdo

O mundo digital online proporciona uma enorme quantidade de conteúdo para os usuários, no limite do que podem assimilar. Não somente isso, acontece a crescente implementação de campanhas patrocinadas, que são impostas durante a navegação na web.

A exigência de uma publicidade menos invasiva e humanizada é mais presente do que nunca por parte dos usuários. Cerca de 26% das pessoas que navegam na internet usam bloqueadores de anúncios e este número só vem aumentando, segundo uma pesquisa da revista americana Entrepeneur.

Influenciadores digitais

De acordo com a mesma pesquisa, 92% dos consumidores confiam mais em recomendações de indivíduos do que em marcas. A era dos influenciadores digitais se concretizou ativamente nas redes sociais, virando meios de divulgação eficientes para criar um relacionamento verdadeiro entre as marcas – que formam parcerias com esses indivíduos – e os consumidores. Essa prática, por isso, é potencialmente conversora de usuários em clientes.

Paralelos à importância dos grandes influenciadores com milhões de seguidores, existem os microinfluenciadores. Detentores de grande poder de engajamento e segmentação em suas postagens, são uma tendência real no mercado publicitário.

Microinfluenciador é sinônimo de segmentação e engajamento

Segundo uma pesquisa da  Youpix, GfK e Airstrip, os influenciadores produtores de conteúdo com 400 a 500 seguidores têm cerca de 7,8% de engajamento, enquanto os de 900 a 1000 possuem 3,4%. Os dados vão até a marca de 1,8% de engajamento para os que têm 1,1 milhão de seguidores.

Outro fato é que esses indivíduos possuem perfis com objetivos bem direcionados, seja vida fit, viagens, comida, malhação ou moda, cada um também tem seu estilo pessoal. Quanto mais os seguidores são os pioneiros a curtirem certos influenciadores, mais se identificam com o estilo de vida do canal ou perfil. Logo, um microinfluenciador com um número menor de seguidores, não significa algo ruim, eles provavelmente se importam bastante com o conteúdo produzido.

A marca deve surfar nessa possibilidade escolhendo bem suas parcerias, aliando sempre a sua identidade e os interesses do público-alvo.

Humanização: a chave mestra para gerar confiança

Além de segmentação e engajamento, existe mais uma característica super importante desses produtores de conteúdo: a proximidade. Eles são figuras totalmente reais e familiares para os usuários. O microinfluenciador, já que tem um alcance mais local, aproxima-se muito mais de seus seguidores do que um influenciador nacional. Este processo de identificação é bem preciso na hora de gerar um potencial consumidor.

De maneira geral: se eu sou próximo de um influenciador que é próximo de uma marca, eu sou próximo dela também. A marca, por isso, humaniza-se de uma maneira bastante sutil, não precisando falar diretamente com o cliente para conquistar confiança. O produtor de conteúdo que acaba fazendo maior parte desse diálogo, quando divulga os produtos em seu canal de comunicação.

E aí, essa tendência é a resposta pra tudo?

Em comunicação, nenhuma estratégia é resposta pra tudo, sempre vai depender de como a marca quer se posicionar no mercado. Uma coisa, porém, é certa: segmentação, proximidade e engajamento espontâneo em uma campanha é tudo que as marcas precisam nesse momento de gigantesca produção de conteúdo e de tentativa da publicidade de se tornar mais contextualizada, humana e menos invasiva.

 

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Referências

Site oficial da revista Entrepreneur 

Pesquisa youPIX | Influencers Market 2016

 

Alfredo Galamba