Inspiração como inspiração.

 

Quantas vezes dizemos ou ouvimos: “Ele acordou inspirado hoje”. Seja um elogio ou uma provocação, é como se algo surgisse dentro da pessoa e aflorasse as ideias.

Sim! “Insight” existe! Aquele estalo que desperta o olhar para o que se deseja criar. No entanto é preciso estar aberto para isto, se colocar no momento.

Se formos analisar etimologia da palavra inspiração, remete ao verbo inspirar. Ato que faz parte da nossa respiração. Inspirar e expirar. Será que o certo não seria dizer “ele acordou expirado”? Pondo tantas ideias para fora? Pois é o resultado do que se vê. No entanto dizemos: “Ele acordou inspirado hoje” pois relacionamos a estar cheio de ideias!

A questão que levanto aqui é:
Como ficamos cheio de ideias? Inspirados.

Como no ato de respirar, é preciso inspirar ideias para poder se encher delas e expirar novas. Só se dá o que se tem para dar! Se eu tenho boas ideias eu ofereço boas ideias; mas como ter boas ideias?

Entre tantas metodologias de criação e de processo criativo, a pesquisa é um passo importante. E o primeiro!
Atenção! Pesquisar e não copiar! Construir referências e um repertório vasto; entender o universo à sua volta.

Como professora, percebo que a limitação de referências é o que bloqueia muitos dos alunos quando solicitados a criar, produzir algo, mesmo que não seja algo novo. Pois mesmo que criar e inovar façam parte de um mesmo universo, são na verdade etapas de um processo de implementação de uma ideia. Esta poderá ser uma pauta para outro de nossos artigos.

Voltando para nossa Inspiração como busca de referências. No Design Thinking, conjunto de métodos e processos para abordar problemas, focar no público é o objetivo do olhar na busca de referências. É o para onde olhar na criação de novas ideias. Quem vai usar? Como vai usar? Porque precisa? Para que precisa? E ao responder estas questões estará inspirando novas ideias.

Para Bernd Lobachnos estudos sobre as funções do design, é importante entender a forma [função estética], a função [função prática] e o significado [função simbólica] das coisas ou do que se cria. Se vai criar algo, é preciso pensar para que serve ou para quem, porque as pessoas precisam disto ou buscam isto que está sendo criando? A forma da nova ideia depende dessas respostas. Desta forma, é a função e o significado que inspiram forma.

Muitas vezes, como professora, pareço implicar com o aluno quando ele pede para que olhe uma de suas criações, e antes de olhar, faço questionamentos desta natureza sobre o projeto em construção. Nem olho, sem que antes o aluno me explique o conceito. Assim, saberei para o que que estou olhando e poderei me imaginar como o público daquele problema, buscando entender se aquela solução é útil para mim e para o problema a que se propõe. Em alguns casos o próprio aluno percebe que a forma a ser apresentada não responde adequadamente as questões, e assim, não resolveria o problema. Na verdade, não houve inspiração, como bem diz a etimologia da palavra. A inspiração exige transpiração para que possa gerar o resultado desejado. A estrada é longa, o importante é saber qual o caminho que seguir!

Em outro momento podemos também aprofundar esta discussão sobre forma, função e significado, com base nos estudos de Lobach sobre as funções do design.

A inspiração é a própria inspiração.

Como ela surge? Porque acontece? Como fazer para estar cheio de ideias?

O que estou propondo aqui é que devemos pensar como se encher de ideias? Como busca-las? Que referências seguir? Como construir repertório? E assim, estar inspirado. Pois, tudo isso tem haver com o quanto estamos abertos a novas ideias. O quanto estamos dispostos a nos despir de preconceitos e de estereótipos?

Como bem diz, Gilberto Gil, em Parabolicamará: “Antes mundo era pequeno. Porque Terra era grande. Hoje mundo é muito grande. Porque Terra é pequena. Do tamanho da antena parabolicamará. …”. Precisamos ampliar nossos horizontes! E continuo com a música, pois “Esse tempo nunca passa. Não é de ontem nem de hoje. Mora no som da cabaça”… e da nossa cabeça, pois o tempo não tem rédea e vem nas asas do vento. Estejamos de velas abertas para descobrir novos horizontes, diversifica nossas possibilidades para poder ter com o que se inspirar. E já que o tema é o ar entrando e saindo, Sêneca dizia que “nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir”. Pense nisso!

 

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