Blog – expoLAB

Em mídia, talvez sejamos algoritmos

As agências de publicidade e propaganda e os departamentos de marketing estão se reinventando em relação ao comércio de mídia e publicidade, muito passa por  contarem hoje em dia com um grande número de ferramentas para aproximarem as marcas de seus clientes. Há a grande mudança da pirâmide de consumo, que todos de marketing e comunicação estão cansados de saber e ler, onde diversas mudanças são sentidas perante a sociedade, não sendo diferente nos negócios midiáticos por todo o mundo. Antes, que tinha mais dinheiro estava “melhor na fita”, pois conseguia pagar valores para encartar jornais de grande circulação, ficar no intervalo esportivo com um vídeo de 1 minuto ou fazer links ao vivo no programa de maior audiência na rádio. Isso mudou. Hoje o “Seu Manoel” da padaria pode fazer mídia paga para gerar clientes assim como as grandes empresas do ramo podem, obviamente que cada um no seu ambiente.

Vamos falar de jornais? Uma das mídias mais tradicionais no mundo e com grande credibilidade, o jornal está em queda quase que exponencial de leitores e consequentemente de investimentos publicitários. Em luta constante para se relocar no mercado consumidor, os jornais e seus parceiros estão sempre inovando, pesquisando e se adaptando. Em pesquisa feita por Luiz Lara, da Lew Lara / TBWA, foi discorrido que o jornal aponta para se firmar no mercado como a fonte de informação mais confiável, o que dá a entender que o mesmo não irá sumir do planeta, mas se adaptar a este formato (https://goo.gl/TY8tFN). “A  mídia impressa não é o alicerce, ela é a própria democracia. Não vivemos sem contar histórias, sem produzir e receber conteúdo”, disse Lara. Este e outros movimentos demonstram o quanto o mercado publicitário está preocupado com o rumo do jornal e focado em mantê-lo vivo. Na contramão de todos estes movimentos e articulações, temos os dados atuais sobre os jornais, que não são nada agradáveis. Caindo ano a ano, muitos jornais no Brasil fecham as portas por falta de investimento publicitário. A queda parece não ter fim. Vejam abaixo (https://goo.gl/Uw1mvk).

Indo por outra pista e em uma velocidade muito mais rápida que toda a evolução vivida na mídia até os anos 90, temos tudo que envolve técnicas e formas de publicitar por meios digitais. Mídia programática, vamos falar de forma mais profunda uma outra hora, mas por enquanto vamos dar apenas números e avaliar pontos específicos de mídia tradicional e mídia digital. A mídia digital está se adaptando rapidamente, como o jornal, cada um com seus problemas e soluções. Falando de redes sociais, fica difícil limitá-las a termos como “social”, “mídia” ou “digital”, o que minimiza as ferramentas e suas formas de aplicabilidade.

Mídia programática, você já deve ter escutado este termo. A América Latina ainda não aderiu ao modelo como o resto do mundo, porém por suas facilidades e benefícios está bem difícil ter força para brigar com esta tendência mundial. Em minha opinião, creio que manipulam muito para que isso não aconteça apenas por termos um modelo arcaico para negociação de mídia, onde agências ganham um valor por levar um cliente a veicular publicidade em plataformas de mídia, onde gera um valor exorbitante. Pra você ter ideia, no 1º semestre de 2017 o Brasil movimentou R$61,9 bilhões (https://goo.gl/VQrHsY), o que, falando de forma superficial, gera de 15 a 20% de comissões as agências. Imagina esse valor a menos na receita de pequenas, médias e grandes agências. Pois é, voltando para a mídia programática, esse modelo de negócio não é tão bem implantado quanto o que move os veículos tradicionais de comunicação. Falo dessa forma de comissionamento “agência <-> veículo de comunicação”.

Bem, um número assombrante está na compra e mídia programática. O Brasil deve chegar a U$10 bilhões até 2018 (https://goo.gl/tc4HgX). Considerando que o Brasil ainda não tem o manejo de trabalhar esta área, é um número assombrante. Hoje contamos com empresas que vieram dos EUA e Europa para iniciar o mercado localmente e também já contamos com agências nacionais. Se você é mídia de agência ou possui conhecimento no trabalho de um mídia, percebe que eles precisam ter conhecimentos de novas ferramentas? Talvez um machine learning? Talvez um science data? Ainda há instabilidade quanto a isto, ao o que ensinar para os novos profissionais, pois a própria incerteza da área gera isto.

São tendências. E os números para 2018 mostram a importância de cada ferramenta, seja tradicional ou mais tecnológica. Este ano será preciso oferecer várias saídas, mostrando e educando o cliente as novas possibilidades, como realidade virtual e os assistentes inteligentes por voz. Fica antenado nas novidades das redes sociais, que apostam nos formatos de vídeos, onde percebemos a aceitabilidade dos YouTubers e dos lives feitos pelo Facebook, por exemplo. Ainda dentro das redes sociais, as formas diferentes de interagir com o público, onde é algo flutuante e a cada dia nasce uma nova forma de falar com seu público, sempre cuidando de novas experiências, não narrativas. Uso de influencers, que hoje são os antigos atores das novelas e surgem aos montes e totalmente segmentados (https://goo.gl/GpiYeZ).

Quer saber um pouco mais? Vai estudar o que a China está se tornando no uso de formatos de mídias e a incríveis possibilidades que ainda são interrogações gigantes aqui para o Brasil.

Gente, fato é que não somos algoritmos, mas estamos sim sendo manipulados e manipulando. Somos números, criamos números e recebemos números. Tudo interligado, cada click calculado, cada reação captada e/ou cada mapa de zona de calor criado. Pra quem é de marketing e publicidade, vale ler sobre estes avanços e entrar de forma mais profunda e entender onde vamos chegar, isto pode te render a conquista de um novo cliente, um emprego ou uma promoção. Pensem nisso e lembrem que não temos como correr.

CURSOS E PROMOÇÕES EXPOLAB
Saiba de nossas próximas turmas: http://www.expolab.com.br/agenda
Conheça todas as áreas que atuamos: http://www.expolab.com.br/areas_cursos
Vagas de emprego e estágio: http://www.expolab.com.br/vagas

Everton