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Sobre Fake News, Pós-verdades e Jornalismo Satírico

“You are Fake News!”

A frase, muito conhecida na boca do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acabou se tornando muito popular, principalmente porque todas as informações estão (literalmente) ao alcance de nossas mãos, mesmo as que não são verdadeiras. Mas é preciso diferenciar o que é verdade, do que é pós-verdade e do que é mentira.

Notícias falsas (Fake news) é um termo novo, ou neologismo usado para se referir a notícias fabricadas. O termo Fake news originou-se nos meios tradicionais de comunicação, mas já se espalhou para mídia online. Este tipo de notícia, encontrada em meios tradicionais, mídias sociais ou sites de notícias falsas, não tem nenhuma base na realidade, mas é apresentado como sendo corretas de fato.

As Fake News têm como principais características: Histórias que são comprovadamente falsas; têm um enorme apelo popular e são consumidas por milhões de pessoas.

Os tipos de Fake News:

  • Sátira ou paródia (“sem intenção de fazer mal, mas tem potencial para enganar”)
  • Falsa conexão (“quando as manchetes, visuais das legendas não dão suporte a conteúdo”)
  • Conteúdo enganoso (“má utilização da informação para moldar um problema ou de um indivíduo”)
  • Conteúdo falso (“quando o verdadeiro conteúdo é compartilhado com informações falsas contextuais”)
  • Conteúdo de impostor (“quando fontes verdadeiras são forjadas” com conteúdo falso)
  • Manipulações de conteúdo (“quando informação genuína ou imagens são manipuladas para enganar”, como fotos “adulteradas”)
  • Conteúdo fabricado (“conteúdo novo é 100% falso, projetado para enganar e fazer mal”)

Vamos analisar cada um desses tipos:

  • Sátira ou paródia = Usam elementos da realidade para fazer humor, mas acabam sendo usados para enganar os desavisados. Vamos falar mais detalhadamente deles mais à frente. Caso de veículos como Sensacionalista, Diario Pernambucano, G17, The Piauí Herald, entre outros.

  • Falsa conexão “quando as manchetes, visuais das legendas não dão suporte a conteúdo“. Notícias reais, mas com edição manipulada. Exemplo recente foi a notícia acima, do Jornal O Globo, em que manchete e foto nada tinham a ver uma com a outra. A foto era de uma nota ao lado.

  • Conteúdo enganoso “má utilização da informação para moldar um problema ou de um indivíduo“. Exemplo recente: Uma informação de whatsapp afirmando que estava para acontecer uma turnê entre a cantora Pabllo Vittar e o deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ) para mostrar a “diversidade sexual infantil” nas escolas de ensino fundamental. Puro boato.

  • Conteúdo falso (“quando o verdadeiro conteúdo é compartilhado com informações falsas contextuais”). Exemplo recente foi o boato de que a margarina foi um produto criado para alimentar perus e que tem apenas uma molécula a mais que o plástico. De fato, a margarina não é tão saudável por conter gorduras trans na fabricação, mas a sua criação, no século 19, na França, foi para substituir a manteiga, que estava ficando cara na época.

  • Conteúdo de impostor (“quando fontes verdadeiras são forjadas” com conteúdo falso). O campeão desse tipo de conteúdo é o deputado federal Jean Wyllys (PSol-RJ), que tem seu nome atribuído em vários boatos de internet.

  • Manipulações de conteúdo (“quando informação genuína ou imagens são manipuladas para enganar”, como fotos “adulteradas”). Exemplo: A ex-presidente Dilma Rousseff, de fato, integrou grupos de combate ao Regime Militar (1964-1985) sendo por isso presa e torturada. No entanto, a foto ao lado, amplamente divulgada no Facebook e no Whatsapp mostra a então fundadora do PDT nos anos 80 (já após a anistia, portanto) com uma arma. Mas a imagem do armamento é, na verdade, uma montagem.

  • Conteúdo fabricados (“conteúdo novo é 100% falso, projetado para enganar e fazer mal”). Exemplo recente foi o boato da mudança de telefone do SAMU, com o objetivo de dificultar o atendimento de emergência.

  • Notícias de Humor Sendo claramente sites de notícias falsas, muitas vezes têm seus conteúdos replicados por ignorância ou mau-caratismo. Objetivam fazer rir, mas acabam sendo levados a sério.

Alguns sites estão se esforçando para desvendar as fake news, desde editorias em jornais e portais brasileiros (G1, UOL, etc), até páginas que trabalham exclusivamente para isso:

 

  • Criado em junho de 2013, o Boatos.org é atualizado diariamente graças a uma equipe de jornalistas ávidos em descobrir a verdade. São liderados por Edgard Matsuki, que trabalhou em portais como o UOL e na Empresa Brasileira de Comunicação.

 

  • E-Farsas.com Criado por Gilmar Henrique Lopes é Analista de Sistemas. Trabalha com PHP e banco de dados Oracle. É especializado em criação de ferramentas para Intranet. Há 10 anos criou o E-farsas.com que tenta desvendar os boatos que circulam pela Web.

Em suma, precisamos ter todo o cuidado pra não cair nas “verdades” da internet:

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Taís Paranhos