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Surgimento do empreendedorismo e ascensão no Brasil

A história do empreendedorismo com o primeiro registro da palavra “empreendedorismo”, remonta em 1755, por Richard Cantillon, para definir a aceitação do risco ao adquirir um benefício por determinado valor e vir a vendê-lo pelo regime da incerteza. Mais tarde, em 1803, Jean Baptiste Say, contribuiu com a definição ao conceituar empreendedorismo como sendo a passagem de recursos de um setor de baixa para uma produtividade mais elevada, resultando produtividade e bons  resultados.

Para Dornelas 2008 empreendedor é o indivíduo que destrói a lógica financeira existente, investe, cria novos produtos e prestações de serviços, possibilizando novas abordagens de novas explorações de recursos O autor ressalta que o empreendedor é aquele sujeito que possui a característica de posicionar-se clara e positivamente em um ambiente de caos, identifica oportunidades, cria novos negócios, reinventa e utiliza os recursos de modo criativo, assumindo riscos calculados.

De acordo com o teórico, os mercadores contribuíram com a definição do empreendedorismo que possui origem francesa e que significa assumir  riscos e começa algo novo (DORNELAS 2008). O crédito dado aos mercadores parte da premissa de sua tentativa em estabelecer uma rota comercial para o Oriente: com contrato assinado, recebia mercadorias para venda através do dinheiro de um capitalista. Como empreendedor, desbravou por aventuras contando com vários riscos enquanto o investidor aguardava o resultado de forma passiva.

No século XVIII, houve a diferenciação de empreendedor e capitalista em função da industrialização ocorrida na época. À luz deste período, as pesquisas desenvolvidas por Thomas Edison, referente à eletricidade, apenas se tornaram possíveis graças aos patrocínios de investidores (DORNELAS, 2008).

Nessa perspectiva dada pelo autor, nos séculos XIX e XX, o papel desempenhado pelo empreendedor nas instituições, passou a ser confundido com administradores, pois era visto apenas de um ponto de vista econômico meramente a serviço do capitalista. Neste aspecto, faz-se necessário estabelecer a diferenciação entre administrador e empreendedor. Todo empreendedor deve ser um bom administrador, porém nem todo bom administrador confere ser um empreendedor. Este se caracteriza e possui atitudes que o torna diferenciado diante dos tradicionais administradores.

Dornelas (2008) afirma que, ao cargo de administrador, compete os atos de planejar, organizar, dirigir e controlar. Este profissional pertence a um nível do qual ocupa uma hierarquia e o posiciona dentro de procedimentos administrativos por meio dos conhecimentos adquiridos. O empreendedor expande e supera esses conceitos ao se caracterizar através de suas qualidades pessoais que auxiliarão na abertura de uma nova empresa vinda de um contexto de inovador.

O empreendedorismo no Brasil surge do modo como o país acolhe seus empreendedores diretamente relacionado às poucas linhas de créditos, altos juros, tributos e obrigações trabalhistas que corroboram para uma alta carga para os empreendedores. Flexibilização do mercado de trabalho, padrões tecnológicos de menor densidade de capital e escala, busca de alternativas por melhores condições de vida, são alguns dos pontos aqui levantados ao inserir o conceito de empreendedorismo em nosso país, aponta o autor.

Segundo Dornelas (2008), neste cenário, com a falta de reconhecimento, valorização, contribuição e investimento, os empreendedores ainda podem ser orientados por profissionais (fiscais, agentes municipal, estadual e federal) a fim de superarem estes obstáculos iniciais para evitarem que cometam erros. Também pode-se destacar órgãos e iniciativas de valorização ao empreendedor, fundações de amparo à pesquisa, incubadoras de negócios bem como escolas de nível superior e sites especializados.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. Rio de Janeiro-RJ: Campus, 2008. – Capítulos 1 e 2

 

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Kamila Crispina

Kamila Crispina

Caruaruense formada em Comunicação Social com habilitação em Publicidade & Propaganda pela Universidade Católica de Pernambuco. Residente em Recife há 4 anos, dedica-se a estudos sobre consultoria de negócios, empreendedorismo e redação publicitária.