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Entenda Growth Hacking em 3 passos simples

Se você é atuante no universo da Economia Criativa, Empreendedorismo, startups e Marketing Digital, certamente já ouviu falar sobre Growth Hacking. E muito mais do que uma palavra da moda, já é uma metodologia aplicada na gringa e que tá chegando com peso aqui no Brasil; sendo já realidade em muitas corporações, vem cada vez mais ganhando espaço no mercado.

O que danado é isso? Qual relação com o Marketing Digital?

De acordo com Sean Ellis, responsável pelo termo, Growth Hacking é Marketing orientado a experimentos. Em suma, a ideia é encontrar brechas, pontos de oportunidades para se obter sucesso e desenvolver estratégias direcionadas e específicas nesse campo, para o crescimento do time e/ou organização.

Sean Ellis é a maior autoridade na questão e só para constar; foi o primeiro profissional de Marketing do Dropbox, o famoso serviço de compartilhamento de arquivos na nuvem. Com uma carreira irretocável e seguidos sucessos com suas metodologias aplicadas a startups e grandes empresas no campo do Marketing; atuou também como Head de Marekting da LogMeIn (Conhecido software de acesso remoto no mundo todo). Junto a Hiten Shah e Patrick Vlaskovits, passou a usar o termo growth hacking desde 2010 e é também o fundador e CEO do portal GrowthHackers.com. Ou seja, sabe bem do que tá falando.

Entender esse termo é basicamente o seguinte: encontrar “gatilhos” ou “hacks” que, ao serem acionados e/ou aplicados, auxiliam e promovem um crescimento otimizado e acelerado. Tudo isso utilizando-se da abordagem científica para identificar os gatilhos e desenvolver as estratégias a partir daí.

Como se faz? Tem receita do bolo?

Como já dito, a ideia é a experimentação com base de estudo científico. Ou seja, cada processo e estratégia vai variar de acordo com empresa e situação diferentes. No entanto, uma radical base de 5 passos norteia toda a ideia (anota aí):

  1. Aquisição – Base estratégica que reúne a práticas e ações para atrair e conquistar um cliente.
  2. Ativação – Ênfase na ideia de entregar a primeira boa experiência ao cliente.
  3. Retenção – Etapa em que os clientes estão satisfeitos e continuam utilizando seu produto.
  4. Receita – quando os clientes começam a gerar faturamento para a empresa (deixando de usar versões grátis, e migrando para a premium, por exemplo).
  5. Indicações – Compartilhamento da boa experiência, quando começam a chamar amigos e conhecidos para se tornarem clientes também.

Obs.: Essa lista também é chamada de Funil do Growth Hacking ou Funil Pirata, segundo o Dave McClure, que o batizou assim pelo fato de que, em inglês, as iniciais formam a expressão “AARRR” (um som semelhante a uma interjeição pirata).

Uma sacada legal dentro dessa abordagem, é evitar olhar os estágios do funil como etapas separadas e conseguir identificar em quais estágios estão os problemas mais urgentes a serem solucionados. E daí se começa a aplicar o Growth Hacking para aprimorar os resultados.

Apoio Importante: Modelagem de experimentos

Aqui, a ideia vira uma hipótese. E o experimento (teste) que vai corroborar essa hipótese, precisa ser claro quanto ao gatilho a ser explorado, bem como à barreira de crescimento a que se quer atingir.

Exemplo de hipótese:

Em um dado formulário de captação de lads, reduzir de 7 para 4 campos a serem preenchidos, apostando que conversões na página aumentarão em 60%.

Aqui é que entra em cena a proposta científica do growth hacking.

Questionamentos devem ser feitos. Tais como: por que e quais são campos que retirar do formulário; como manter a inteligibilidade das informações, mesmo retirando alguns campos e se vale mesmo à pena essa alteração.  Essas são algumas das perguntas feitas nessa situação. Aqui, percebe-se que as indagações, as perguntas são o norte da questão, atuando com base científica como a estatística, por exemplo. E outra expressão que casa bem aqui é o famigerado “Teste A/B”.

Exemplo de Case real – Quora

Empresas como Facebook e LinkedIn já atuam com essa mentalidade de Growth Hacking e não é de hoje. O Quora é um case que vem a calhar aqui, também.

Um site criado para e especializado em perguntas e respostas, onde você cria um perfil, pode fazer uma pergunta e esperar por respostas de pessoas de todo o mundo, de acordo com o conhecimento de cada uma dessas.

Pois bem, um dos maiores desafios era a aquisição de usuários, mas como confiar que as perguntas obtivessem respostas com conteúdo relevante e real? Como confiar nessas respostas?

Para isso, a Quora identificou que com usuários de reconhecimento e autoridade em seus meios de atuação respondendo às perguntas feitas no site, a credibilidade seria irretocável.

Ao perceber que poderiam fazer perguntas sobre tecnologia, startups e afins, por exemplo, e obter respostas de nomes e personalidade influentes desse meio – como CEOs, fundadores, Heads de Marketing, Design e outros – o site começou a crescer exponencialmente e o Quora começou a ser visto como uma fonte de conhecimento invejável. É bom registrar que os dois fundadores do Quora são ex-funcionários da grande Facebook. O que nos leva a ver como a cultura e o DNA de growth hacking já veio na base.

Aplicabilidade

Growth Hacking já é uma realidade em muitas corporações e grandes times de Marketing. Aplicar esse mindset às novas visões do mundo mercadológico é, no mínimo, uma abordagem ousada de se crescer e expandir os horizontes, vendo as coisas do ponto de vista de um growth hacker, sempre identificando brechas e estudando soluções para tornar isso em sucesso.

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Eric Frantto

Eric Frantto

Designer, publicitário, ilustrador, tatuador, hipster; apaixonado por gente e Cultura Pop. ••••• Para mais informações, (81) 98543-3934 / WhastApp.