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A metonímia como arma do Recall de marcas

Não sei como ocorre em outras regiões do País, mas aqui no Recife, “na boca do povo”, inevitavelmente se nomeia os produtos por suas marcas mais conhecidas:

 

Absorvente vira “Modess”

 

Sabão em pó vira “Sabão Omo”

Cueca vira “Zorba”

Palha de aço vira “Bombril”

Aguardente vira “Pitu”

Lâmina de barbear vira “Gilette”

Refrigerante vira “Coca”

Leite condensado vira “Leite Moça”

 


Corredor líquido vira “Liquid Paper”

Fotocópia vira “Xerox”

Fazer Feira vira “Fazer Bompreço” (e olha que essa marca não mais existe, hein?)

Esse recall popular das marcas poderia render em compras dos produtos. No entanto, apesar do apelo nominal, muitas vezes, se compra as concorrentes mais baratas… Coisas da economia popular. Ainda assim, esse recall acaba fazendo parte da cultura de massas, pois alguns desses nomes têm décadas de existência, como Leite Moça e Coca-Cola.

Na Língua Portuguesa isso tem um nome: a METONÍMIA, que é descrita como o uso de uma palavra em lugar de outra, com o objetivo de estabelecer uma relação de causalidade entre o que elas representam, tendo vários tipos:

1) O autor pela obra

Ex: Leiloaram um Picasso em Nova York
Leiloaram um (quadro de) Picasso em Nova York

2) O continente pelo conteúdo

Ex: O filósofo Sócrates bebeu a morte
O folósofo Sócrates bebeu (um copo de veneno que traz) a morte

3) A parte pelo todo

Ex: O fazendeiro comprou 100 cabeças de gado
O fazendeiro comprou 100 (bois)

4) A marca pelo produto, que já explicamos aqui neste texto.

Nem os memes escaparam da Metonímia, pra alegria da Nutella. Veja o exemplo a seguir, do blog O Bacural:

 

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Taís Paranhos