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Deepfake News: A evolução das notícias falsas

Há alguns meses, foi vinculado um vídeo do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, onde ele alerta sobre a periculosidade das notícias falsas e enfatiza a necessidade constante de buscarmos fontes confiáveis. Além das recomendações, o Obama do vídeo fala frases nunca ditas, ao menos, não publicamente, como: “O presidente Trump é um idiota total e completo” e finaliza com “Obrigado e fiquem alertas, vadias”.

Se esse material fosse uma notícia de um site desprestigiado ou do tipo de notícias que circulam via aplicativo de comunicação (Whatsapp, Telegram), a desconfiança de tal conteúdo, provavelmente, seria quase imediata. Mas nesse caso, estamos lidando com um vídeo, onde a imagem, voz e articulação da fala, visivelmente, são do ex-presidente. Mesmo com todas essas evidências da suposta veracidade do material, o vídeo é falso. Trata-se da evolução das notícias falsas, nomeada de ‘deepfake news’, ou ‘notícias falsas profundas’, produzidas com auxílio de inteligência artificial, que é uma manipulação da notícia de forma tão intensa que torna muito mais complexa a tarefa de discernir realidade e manipulação digital, além de levar a desinformação para outro patamar.

 

O autor do vídeo é o diretor americano Jordan Peele, em parceria com o site de notícias BuzzFeed. Juntos, eles usaram um programa de edição que manipula a imagem da mandíbula do presidente e a cola na boca de Peele. O procedimento de falsificação digital levou 56 horas.

De acordo com Hany Farid, cientista da computação do Dartmouth College, em Hanover, New Hampshire, que é especialista em detectar imagens e vídeos manipulados, em entrevista à revista Nature, as pesquisas para identificação desse tipo de conteúdo estão atrasadas em relação ao desenvolvimento constante dos softwares de vídeo. Farid ainda ressalta que com o desenvolvimento acelerado, a tecnologia se torna mais sofisticada, aperfeiçoando ainda mais a capacidade de criar um vídeo falso perfeito.

A luta contra a desordem informacional incitou a criação de várias agências de ‘fact checking’, que buscam a partir da checagem de fatos determinarem se as notícias são verdadeiras ou não. Infelizmente, a atuação dessas agências não são páreas para a evolução e velocidade das fake news. Outras formas de armamento estão sendo pensadas, como: soluções legislativas e abordagens multidimensionais.
Estamos numa nova era, onde que parece real, talvez não seja.

Obrigado e fiquem alertas, leitores!

 

 

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Lídia Dias