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EMPREENDEDORISMO: democratização na comunicação

O arroz e o feijão estão para a satisfação das necessidades básicas fisiológicas do ser humano assim como a comunicação supre com a necessidade intelectual do sujeito interagir pra fazer parte da sociedade no qual vive.

O indivíduo com acesso à informação possui discernimento através do empoderamente deste e, consequentemente, capacidade crítica para se posicionar. E, uma vez informado, toma suas próprias opiniões para interesses próprios e da comunidade no qual está inserido.
A comunicação é o meio pelo qual a construção coletiva e o indivíduo se fazem presentes pois, por mais que tenhamos direito à comunicação e, muitas vezes, não tenhamos acesso a ela, nós apenas a recebemos passivamente sem haver relação de produção simultânea.

A comunicação é, pois, a representação da voz da sociedade que, inserida em um contexto de participação efetiva seja capaz de receber e produzir concomitante a fim de que tenhamos acesso ao mesmo conteúdo igualitariamente. Possamos ser vigilantes do que recebemos ao passo que produzimos com o intuito de combater ou reiterar o conteúdo que nos é passado. Dentro das atividades econômicas sob a forma de produtos e serviços (que influenciam o comportamento) que informam, educam, divertem/entretem e atuam na centralização de conteúdos nas mãos de poucos, manipulação/direcionamento de informações de acordo com interesses (políticos, religiosos, outros) sob a ótica da lucratividade, constituindo monopólios, oligopólios.

Possuímos um órgão responsável pela regulação do que é veiculado na mídia por esses sistemas de comunicação. Porém, a autorregulamentação funciona apenas via denúncia. Dessa forma, para que a democratização na comunicação da mídia surja demanda a abertura de
espaço, produção e recepção e oportunidade de o público participar, conferindo VEZ e VOZ, por meio da pluralidade de ideias que permite a diversidade de discursos e opiniões. O estado pode interferir por meio da elaboração de leis juntamente à academia produzindo
conteúdo/pesquisa e, da mesma forma que a sociedade e a sociedade civil organizada são elementos estruturais na política de comunicação de uma instituição, são responsáveis pela constante vigilância, fiscalização do modo como os meios de comunicação venham a
interferir em nosso cotidiano.

À democratização da comunicação ainda podemos destacar a quebra da unidirecionalidade com a finalidade de transmitir a informação com clareza e objetividade; qualidade com o que e como se diz. Como consequência, poderemos tornar a ampliação/democratização da informação possível; fomentar, favorecer e promover mudanças na regulação da publicidade com o propósito ético, preocupada com a ética da esfera pública,
agregando uma política de inclusão virtual com fins para que haja empoderamento (ato público), minimizando a exclusão e maior controle social conforme ressalta a Constituição art 220 sobre a manifestação do pensamento, da criação e da expressão, rejeitando a possibilidade
de construção e desenvolvimento de monopólio ou oligopólio.

Kamila Crispina

Kamila Crispina

Caruaruense formada em Comunicação Social com habilitação em Publicidade & Propaganda pela Universidade Católica de Pernambuco. Residente em Recife há 4 anos, dedica-se a estudos sobre consultoria de negócios, empreendedorismo e redação publicitária.