E-COMMERCE: o mercado de OPORTUNIDADES

 

A internet auxilia e altera nosso dia-a-dia ao facilitar tarefas corriqueiras desde a troca de e-mail a contratação de pacote de viagens. E, não apenas isso, também proporcionou o modo como as pessoas realizam transações por meio da conveniência que possibilitou o crescimento de compras cada vez mais acentuadas pelas páginas virtuais, oferecendo assim uma excelente oportunidade para disponibilizar produtos ou prestação de serviços.

Desta premissa, o ciberespaço permite a utilização desse meio para tornar pública sua marca. É um ambiente amistoso uma vez que não exige noções específicas para apropriar suas ferramentas, a:

Ausência de conhecimento especializado em tecnologia não inviabiliza, de forma alguma, a montagem de um empreendimento bem sucedido, pois (…) a tecnologia deve ser um meio e não o propósito de seu negócio (FELIPINI, 2010, p. 11).

 

Ainda segundo Felipini (2010), com o surgimento recente de montagem de empreendimentos virtuais, é notório que esse ambiente, recém-explorado, ainda não está plenamente difundido. Um microempreendimento atuante em um negócio na internet possui a facilidade ao corrigir erros diferentemente de empresas tradicionais, pois, permite-se a aceitabilidade do que é anunciado, avaliar as condições de mercado e, somente após, vender.

Os números de negócios on-line no Brasil são extremamente positivos. Trata-se de uma área de atuação responsável por um faturamento estimado em R$13,6 bilhões, segundo pesquisa realizada em 2010, pela empresa Ebit que registra o pulso do e-commerce. Estes levantamentos resultam em uma excelente ferramenta tendo-se em vista o pouco tempo de atuação no comércio eletrônico, obtendo-se uma forte tendência de crescimento. Segundo esta mesma pesquisa, em 2001 havia um investimento de meio bilhão de reais para R$13 bilhões de reais, em 2010; um crescimento de mais de 2.300% em apenas uma década (FELIPINI, 2010).

Esta mesma pesquisa, que impulsiona a amostragem de levantamento de dados tão expressivos, remonta-se ao alto crescimento no número de consumidores on-line que saltou de um milhão em 2001 para 23 milhões em 2009, segundo eBit. São consumidores que adotaram essa nova forma de comercialização, vão comprar cada vez mais e ocuparão destacado espaço na economia brasileira, visto que o ciberespaço estimula não apenas o intercâmbio de informações, mas também,

A Internet não é uma rede de computadores, mas sim uma rede de pessoas conectadas através de computadores, ou seja, as máquinas e o software que a fazem funcionar não são um fim em si mesmo, são o meio através do qual você vai chegar até seu cliente (FELIPINI, 2010, p. 11).

 

De acordo com o mesmo autor, se o negócio implantado na Internet for baseado em um negócio com experiência e identificação nessa área, estas condições possibilitarão inúmeras vantagens, pois servirá para implantar e gerenciar numa área de atuação de interesse sem perder tempo em termos de aprendizagem, executando tarefas com mais agilidade do que um iniciante.

Conforme Felipini (2010), outras vantagens conferidas a quem faz uso da Internet em relação a empresas físicas é que, por mais que sejam cobrados os mesmos tributos (já que para Receita não importa o canal de comercialização e sim o produto), o empreendimento na internet demanda investimento, desembolso de recurso, investimento e custo operacionais menores, condições excelentes a quem empreende e dispõe de poucos recursos.

Deve-se levar em consideração que, ao investir em um empreendimento comercial físico, está se investindo e adquirindo o benefício de expor a loja junto ao público que à frente dela passa; numa loja virtual, para que os internautas tomem consciência de sua existência, necessita-se de um grande esforço promocional para visibilizar e tornar pública sua oferta, finaliza o teórico.

Ainda a despeito das vantagens conferidas ao negócio virtual, a infraestrutura necessária ao empreendimento é muito menor: basta uma escrivaninha, com livros, material para escritório e a imprescindível presença de um computador, a montagem de um plano de negócios, a criação da loja virtual e a estratégia promocional para gerar fluxo de visitantes à página. E, para a montagem e manutenção do site, um profissional na área de tecnologia que poderá contatá-lo pela internet, de forma rápida e esporádica (FELIPINI, 2010).

Para o empreendedor que, ao invés de abrir seu negócio em sua própria residência prefere inseri-lo virtualmente, vê-se a utilização de plataformas alugadas com fins a divulgar prestação de serviço e/ou venda de produtos seguida pelas redes sociais, como pode-se ver no gráfico.

Uma loja virtual da mesma maneira que uma loja convencional, busca oferecer um sistema de compras, interação com o usuário a fim de realizar uma transação comercial. Espera-se encontrar o que se procura, ser bem atendido, obter opções de pagamento para concluir o processo de compra rápido, fácil e agradável. A atenção que Felipini (2010) salienta é a exigência do consumidor on-line através das informações a que tem acesso, pois este consumidor sabe o que deseja ao realizar uma busca e sabe, exatamente, o que quer encontrar e como deseja adquiri-lo.

Nesta perspectiva, este pesquisador revela que, para ser bem-sucedido no ciberespaço, não é suficiente apenas oferecer bons produtos e bons preços, deve-se contar também com uma boa loja virtual para que as transações ocorram satisfatoriamente. A concretização da fase da compra será efetivada no modo como a loja persuadirá a realizar a transação e essa persuasão se dará por meio exclusivamente da qualidade do micro empreendimento, portanto, “uma loja virtual eficaz é aquela que consegue transformar seus visitantes em compradores” (FELIPINI, 2010, p. 26).

Conforme a análise descrita anteriormente, pode-se constatar no gráfico abaixo quais as plataformas mais usadas no ciberespaço bem como o percentual para a concretização de vendas online.

O autor ainda ressaltar que, para lidar com consumidores altamente exigentes e que sabem o que é bom pra si como usuários da web, além de tentar convencê-lo a efetivar a comprar, deve-se fornecer informações contextualizadas que o ajude a decidir. Assim, a vendagem do produto/serviço torna-se um objetivo secundário, pois o que importa serão o número de vezes que a visita retornará, maximizando o benefício oferecido a este que passa ser mais que um usuário da internet, passa a ser cliente.

Felipini (2010) ainda reitera ao concluir que o ciberespaço oportuniza a comodidade de ofertar e concretizar compras aonde quer que o usuário se encontre. Para esta facilidade, o consumidor on-line já está habituado a usar o meio virtual e sente-se seguro para realizar transações. Porém, a maioria dos internautas ainda não adquiriram o hábito de comprar on-line justificado pelo fato de terem nascidos antes do surgimento das lojas virtuais pois já estavam condicionados à compra via loja tradicional por meio do atendimento de um(a) vendedor(a).

Deste modo, a fim de angariar uma nova parcela deste público, um dos objetivos a serem alcançados pela loja virtual é de criar um ambiente que favoreça e transmita credibilidade através de fornecimento de informações claras e objetivas, garantias, depoimentos de cliente, entre tantos outros indicadores, defende Felipini (2010).

As lojas virtuais possibilitam o cliente romper a inércia deste adiar a comprar. O visitante ainda sente-se inseguro ao efetivar alguma transação via web por mais que seja muito bem informado e tenha discernimento para saber do que precisa e como proceder para adquirir um produto ou prestação de serviço que o satisfaça, conclui o autor.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FELIPINI, Dailton. Empreendorismo na internet: como encontrar e avaliar um lucrativo nicho no mercado. Rio de Janeiro: Brasport, 2010;

O QUE você precisa saber sobre comercio eletrônico. SEBRAE. Disponível em: <http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/sebraeaz/o-que-voce-precisa-saber-sobre-comercio-eletronico,b3ab55a4873c4410VgnVCM1000003b74010aRCRD>. Acesso em: 21 de Out. 2010

EMPREENDEDORISMO E CRIATIVIDADE

O empreendedorismo estimula a criação de desenvolvimento de novas possibilidades de gerenciamento de negócios. Estes negócios permitirão agregar, junto ao público, o surgimento de microempresas com fins a alcançar seus objetivos de permanência no mercado bem como a satisfação de seus clientes com um aparato inovador. A oportunidade, ora identificada pelo empreendedor em seu negócio, refere-se a uma necessidade de mercado com vistas à criação de produtos/serviços que satisfaçam uma demanda. A ideia de investir em uma necessidade até então nunca explorada, ou atuar de modo diferenciado em um ramo cuja concorrência não atenda corretamente às necessidades da demanda é uma opção de o empreendedor promover sua inserção no mercado (SILVA, 2003).

Não se contentar com apenas uma ideia é o que este autor afirma ao concluir que a mais adequada virá à tona quando houver mais que uma para escolher. Esta é premissa básica a quem pretende exercer função criativa.

Segundo Chér (2014), trata-se de uma maneira diferenciada de competição na atuação de mercado e, esse modo em lidar com produtos e/ou serviços, está diretamente ligado ao encantamento do cliente numa prospecção em participar da parcela do mercado com seu negócio.

Dentre os diversos obstáculos encontrados dentro do ramo de negócios, adotar a criatividade como obtenção a gerar diferencial competitivo, parte como estratégia com a finalidade de não apenas satisfazer necessidades/desejos de seu público. Há o desejo de superar expectativas sob o ponto de vista de um posicionamento adequado ao desenvolvimento de novos produtos, atraindo preferências, encontrando soluções inovadoras a problemas com a quebra de paradigmas resultando em mudança de comportamento, desta Silva (2003).

Ainda segundo este teórico, as empresas que adotarem a inovação partindo da premissa em extrapolar a satisfação de seus clientes, ganharão espaço no mercado e, sobretudo, na preferência no gosto de quem os cativou. Assim, inovar estimula a economia e descobertas são geradas por meio desse processo que auxilia conhecimento em produtos ou serviços que atenderão a necessidades e desejos. E, mesmo a inovação sendo capaz de transformar o desenvolvimento econômico em oportunidades de negócios, ainda é um assunto pouco explorado no âmbito empresarial; as empresas que sobreviverão serão as que desenvolverem o potencial criativo em detrimento àquelas que continuarem a fazer o que sempre fizeram.

Para Silva (2003) a forma como a microempresa é conduzida é crucial à obtenção de resultados pois ao ser bem administrada, a inovação cria subsídios para geração de negócios e, consequentemente, gera empregos.

Para Chér (2014), o que se deve enfatizar e destacar é que, para uma necessidade de mercado, há oportunidades identificadas que permitirão oferecer ao público os benefícios que estes aguardam receber.

Racionalmente, o investimento em inovações tecnológicas pode acarretar em desemprego numa política de eliminar postos de trabalhos com um aparato tecnológico que reduzirá a necessidade de mão-de-obra humana. Nesta perspectiva, a relevância em se trabalhar com um suporte inovador evidencia os atributos de um indivíduo capaz de tornar o criativo em um otimista, como ressalta Silva (2003).

Para o mesmo autor, para que o profissional atue no mercado a fim receber a lucratividade como consequência da implementação de serviços/produtos diante dos inúmeros concorrentes que lidam como o mesmo segmento, o empreendedor necessita de ferramentas que o auxilie e possibilite ser visto.

Silva (2003) destaca que nesse âmbito, defende-se que a criatividade e inovação como diferenciais competitivos são necessários para antecipar-se às mudanças que o mercado exige a fim de garantir e conquistar sua “sobrevivência”. A antecipação aqui defendida se refere ao modo como uma atitude estratégica, consonante a um contexto inserido, pode servir como valiosa ferramenta ao criar mecanismos de força e oportunidade como respaldo a fim de adquirir sobrevivência.

 

REFERÊNCIAS

CHÉR, Rogério. Empreendedorismo na veia: um aprendizado constante. 2ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier; SEBRAE, 2014.

SILVA, Antônio Carlos Teixeira da. Inovação: como criar ideias que geram resultados. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2003

EMPREENDEDORISMO: Oportunidade e negócios

Pode-se verificar as dificuldades que trabalhadores estão enfrentando ao procurarem emprego que lhes confiram estabilidade econômica. São indivíduos inseguros e frustrados com o mercado de trabalho, cada vez, mais exigente com opções de vagas que não se sabe durante quanto tempo restará (DORNELAS, 2001).

O mesmo teórico cita exemplos, como: a realidade atual através da procura de um emprego convencional pautado em salários que não atendam à realidade da função exercida, a opressão de patrões, os estabelecimentos de metas e horários rígidos que não se adequem ao contexto social no qual o trabalhador está inserido. Paralelo a isso, os números das vagas de emprego que raramente aparecerem, estão sendo operados por máquinas como produto de uma realidade de “arrocho” salarial que coloca o trabalhador em busca de sua subsistência.

Contudo, ainda afirma que esse mercado que dificulta a entrada de um indivíduo no cenário de empregabilidade é o mesmo mercado que dispõe de artifícios e oportunidades para que ele mesmo busque um negócio inovador e se torne um empreendedor, satisfazendo necessidades e desejos concomitantes à demanda, porém ofertando-a com produtos/serviços que inovem o modo como o mercado vem disponibilizando essas mesmas ofertas por meio de um contexto que a individualize, garantindo posicionamento no mercado conjuntamente a um diferencial competitivo, finaliza o teórico.

Percebe-se, então que, esse mesmo mercado que dá oportunidade para um empreendedor inovar ao oferecer serviços/produtos, ainda é um ambiente pouco explorado, tendo em vista o número de negócios que se tem à disposição que pouco ou nada se diferenciam um do outro (DORNELAS, 2010).

Segundo o autor, o mercado está carente de empresas que disponibilizem produtos/serviços que gerem diferencial competitivo por meio da inovação, pois a inovação é mais comum em termos de criar novos mercados.

Desse mercado inovador, no qual os empreendedores podem se inserir com um trabalho promissor, estão embasados conceitos que, de acordo com o pesquisador, o empreendedorismo passa a ser o resultado de experiências cumulativas de uma pessoa com habilidades criativas que são refletidas em capacidades individuais. O empreendedor é quem constrói um negócio com vistas ao lucro e ao crescimento, mostrando-se com um comportamento centrado em uma vertente inovadora, adotando uma postura estratégica, assinala o autor.

Para Dornelas (2001), a adequação de uma ideia, consonante a identificação de uma necessidade de mercado, atenderá à criação de oportunidades. Oportunidade visa algo viável para desenvolver com vistas a atender um público inserido em um mercado pouco explorado.

Para o teórico, independente da genialidade da ideia ou não, a oportunidade dependerá intrinsecamente do conhecimento do empreendedor em torno do mercado onde está atuando. O estudo de oportunidades é indispensável a sua viabilidade para, mais tarde, tornar-se um negócio de sucesso.

O desconhecimento refere-se às chances de o negócio não prosperar. Uma boa ideia contida em um contexto com pouco ou nenhum conhecimento de mercado pode zerar as possibilidades que uma ideia brilhante venha a oferecer inicialmente. Assim, ainda de acordo com Dornelas (2001), o empreendedor precisa manter a mente aberta para se submeter a novas experiências, pois qualquer fonte de informação serve como ponto de partida para novas ideias e identificação de oportunidades de mercado.

Para o mesmo teórico, a seleção da informação ao que realmente interessa é uma das barreiras que surgem. Comumente, escolhe-se o assunto de acordo com os próprios interesses sem levar em consideração oportunidades em potencial. Selecionar informações relevantes está relacionado à capacidade de o empreendedor mostrar-se sempre alerta a novas oportunidades. Manter-se atualizado aos mais diversos assuntos mesmo que não seja correspondente ao seu contexto social, ao seu negócio, ao seu assunto habitual e cotidiano, se faz mister.

Sem julgamento do conteúdo da informação, apenas observação despretensiosa, se virá a ser ou não objeto de uma boa oportunidade. Assim, a descoberta de uma oportunidade pode vir a surgir das mais diversas fontes de informações que circundam o empreendedor (DORNELAS, 2001).

Este autor destaca também a identificação de oportunidades que contribuem à mudança de foco a exemplos de empresas de petróleo que estão investindo pesadamente em negócio de gás ao encontrarem em maior quantidade em relação ao óleo, pois, ao contextualizarem seu negócio com a realidade e oportunidades presentes, buscaram nova estratégias e inovaram.

Identificada uma oportunidade baseada no estudo racional dentre as fontes a que se submeteu, o empreendedor, dotado de seu conhecimento e habilidade mercadológicos, realizará a adequação da oportunidade que possui para tornar viável sua implantação e receptividade no mercado, registrando e evidenciando o retorno financeiro investido, vantagens competitivas, transição de oportunidade para negócios, por exemplo. A avaliação destes critérios permitirá a conclusão se a escolha da ideia explorada é oportuna a ser aplicada, lapidada ou descartada, segundo destaca Dornelas (2001).

 

Referência:

DORNELAS, J. C. A. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. Rio de Janeiro-RJ: Campus, 2001.