O profissional do futuro precisa surfar para acompanhar o mercado

Escrevo sobre este tema a partir de reflexões e uma conversa em ambiente informal com amigos próximos, cada um formado em uma área distinta. Falávamos sobre mercado de trabalho, oportunidades e cenários futuros, quando um deles me passou este link sobre o profissional do futuro. Após ler, tive que concordar, e mesmo me questionar:

Estou preparada para ser uma profissional do futuro?

O que fazer, para onde ir?

Por onde começar?

Transformação digital

Algumas pessoas ainda não perceberam a velocidade como as profissões e os profissionais têm mudado rapidamente e se adaptado ao novo. Recentemente estive em um evento sobre Transformação Digital nos Negócios, promovida por uma empresa referência no setor de monitoramento em Recife. Na ocasião, foram convidados vários diretores e executivos com poder de tomada de decisão em empresas, além de profissionais de alguns setores.

Uma das questões levantadas para o grupo de empresários foi: por que insistir em manter as coisas, o funcionamento, como o de sempre? E a resposta foi: é preciso se abrir para a transformação que acontece, para o novo. É uma realidade. Além disso, uma série de tendências foram apresentadas por um futurista, um profissional cujo foco é estudar e tentar perceber como será a evolução das coisas em uma a duas décadas, apontando tendências e prevendo possíveis cenários.

Processo de inovação: uma realidade

Já nos deparamos com uma automação de diversos trabalhos, fruto de uma realidade iniciada há pouco mais de uma década. Ou seja, as atividades repetitivas vêm sendo cada vez mais substituídas por máquinas. Logicamente isso resultou em demissões e adaptações, como parte de um processo evolutivo natural que desde em que a Terra é Terra, ocorre.

Este processo foi descrito pelo economista Joseph Alois Schumpeter, que, no início do século XX, refletiu como o processo de inovação aconteceria em “ondas”, que surgem e desaparecem após períodos de tempo cada vez menores. Com o advento da internet, este processo tem se acelerado mais e mais. Atualmente, vivenciamos a 5ª onda, desde a década de 1990, que envolve a consolidação de redes digitais, softwares e novas mídias, e deve ser finalizada em 2020.

Fim das barreiras?

Considerando este processo, naturalmente os profissionais precisam acompanhar este ritmo e também evoluírem. Vamos usar um exemplo: se antes, um profissional de jornalismo chegava ao mercado buscando uma posição dentro de um veículo de comunicação como forma de atuação e opção, com o tempo outras áreas similares e dentro do nicho da comunicação também passaram a absorver este profissional.

Ele pode ser um assessor de imprensa, um gestor de comunicação, atuar liderando equipes no setor de marketing e estratégia e também no mundo digital, por exemplo. Percebe-se então uma tendência à fluidez, de colaboração entre áreas. E para manter-se no mercado, este profissional deve ficar atento ao que acontece à sua volta.

É fato escutar pessoas de todas as áreas queixando-se da profissão, mas que não acompanham este ritmo evolutivo dentro da própria área. Muitos setores se adaptam para as novas possibilidades da internet e os negócios digitais.

Como se preparar?

Acredito que um bom começo é ser um profissional multidisciplinar e menos branco no preto, preto no branco. Ok, você tem uma formação, mas isso não quer dizer que não possa explorar outros segmentos e áreas, continuar buscando novos conhecimentos técnicos ou começar algo novo. A palavra “adaptação” poderia resumir este tópico. Se não se adapta, será mais difícil manter-se acompanhando esta onda que vivemos.

Uma coisa que tenho percebido em algumas empresas e já comentei aqui quando falei de coworking é como as equipes de trabalho estão multidisciplinares e colaborativas. Entendo isso como um movimento normal dentro da Economia Criativa, outro tópico que também já falei aqui no blog. E naturalmente, o senso analítico do profissional deve ser apurado, olhos e ouvidos sempre atentos, de olho em tudo o que acontece.

O que você tem feito para surfar nesta onda e manter-se atualizado?

Todas as peças estão aí, basta que a gente nade e acompanhe o fluxo do que tem acontecido 😉

 

 

Os coworkings são o futuro dos escritórios?

A palavra coworking vem sendo usada e falada com mais frequência. Me lembro que, pouco mais de dois anos atrás, eu comecei a escutar esta palavra na capital pernambucana. Para quem não sabe, o coworking é um conceito de um espaço atrelado às novas formas de trabalhos, e certamente poderão substituir os escritórios formais.

Como assim?

Lógico, ou esqueceu do que foi falado sobre Economia Criativa? Na verdade, com a explosão das startups e os famosos freelanceshome offices e jobs, a ideia de “trabalhar em um escritório” mudou, assim como os profissionais mudaram. Primeiro foi a história do “vamos fazer uma reunião naquele café”, que tirava a pessoa do ambiente – geralmente sisudo, dependendo do segmento do trabalho e da empresa – de trabalho, para um local novo e mais descontraído.

De acordo com estudo da área,  no começo de 2017 já haviam 210 mil pessoas circulando entre os 810 coworkings existentes no país.

Imagem ilustrativa de como funciona um coworking (Reprodução: Pexels).

O fim dos escritórios?

Esta nova forma de trabalhar, utilizando espaços mais fluidos,  estimula o intercâmbio entre áreas de atuação, que são repensados por grandes empresas. Afinal, mudar a rotina, conhecer pessoas novas da empresa e entender como se ajudar através de seus trabalhos é inspirador. E é isso que os coworkings proporcionam: inspiração para criar e inovar num ambiente próprio.

Benefícios           

Como falamos acima, criar/formar novas equipes, multidisciplinares, ajuda a propiciar um ambiente inovador de criação e networking. Outro ponto a ser levantado é não possuir as possíveis distrações que um home office possui – muitas pessoas possuem dificuldade em se concentrar trabalhando em casa, varia de cada um.

Os espaços são pensados para trabalhar, com opções de salas de reunião,  amplas e menores, onde os profissionais podem trabalhar juntos, com wifi gratuita, opções de café e lanche para consumo, além de endereço para escritório virtual. Neste link há uma lista de serviços que podem ser oferecidos neste espaço. Uma nova forma de pensar o escritório e fazer aquela reunião, não acha?

Onde achar no Recife?

Já existem alguns espaços em Recife onde é possível trabalhar desta nova forma. Tive a oportunidade de conhecer alguns, embora ainda não tenha passado o dia em um espaço desses, cujo custo da hora costuma ser a partir de R$ 8. Fazendo uma busca online, a imagem abaixo mostra que estes tipos de espaços já estão bem distribuídos pela capital. Certamente haverá algum perto da sua casa 😉

Resultados mostrados pelo Google Maps a partir das palavras “coworkings recife”

Os mais conhecidos são o Impact Hub, Nós CoworkingWork Hall e o Bunker. Então, que tal repensar sua forma de trabalho ou buscar inspiração em um ambiente multidisciplinar de networking?

Economia Criativa: quem é, onde vive e de que se alimenta?

Pensei em começar minha colaboração aqui no blog da Expolab falando um pouco sobre o segmento que a escola atua: a economia criativa. E onde ela está? Entre nós!

Já vivemos em um mundo em que a economia criativa é base de diversos projetos e iniciativas, e muitas vezes não sabemos do que se trata. Espero que este texto ajude e inspire!

Criatividade

A criatividade é definida no Dicionário Aurélio como:

1. Capacidade de criar, de inventar;

2. Qualidade de quem tem ideias originais, de quem é criativo;

3. Capacidade que o falante de uma língua tem de criar novos enunciados sem que os tenha ouvido ou dito anteriormente.

Além disso, já falamos por aqui sobre criatividade neste post. E se você não reparou, vivemos num momento de transformação, onde a criatividade permite que experimentemos, nos reinventemos e busquemos alternativas para nossa vida.

Entendendo o termo

O termo Economia Criativa foi definido pelo professor inglês John Howkins, no livro “The Creative Economy”. Na publicação, ele afirma que este segmento refere-se às atividades nas quais o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual são os recursos produtivos de ideias que geram valor econômico, para quem produz ou usa.

Por isso, o conceito relaciona-se à processos de criação, produção e distribuição de produtos e serviços.

Abertura para o novo

Atrelados a este tipo de economia, observa-se também uma quebra de padrões e abertura para recursos inovadores, que auxiliam no desenvolvimento de uma sociedade mais sustentável e menos focada no eu.

Vamos ser honestos, você já reparou na quantidade de gente que têm feito coisas boas, criado novas ideias, ajudado os outros e ainda gerado lucro com esses projetos?

Eu traduzo em números: foram R$ 155,6 bilhões de reais em 2015, de acordo com o “Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil”, publicado pela Firjan em dezembro de 2016.

E os segmentos?

Dentro da economia criativa, encontramos setores como design e moda, games, publicidade, inovação e desenvolvimento de novas tecnologias. De acordo com publicação da Revista Exame, ainda podem ser considerados como parte da economia criativa a arquitetura, design, gastronomia, a comunicação, o turismo cultural e a indústria do entretenimento.

Pernambuco

Temos a sorte de morar em um estado em efervescência em relação à economia criativa. Quer ver? O Porto Digital e as empresas incubadas naquele ambiente são um exemplo, a música e o cinema locais também, além da possibilidade de cursos na área  e até um mestrado profissional direcionado à Indústria Criativa são algumas das opções disponíveis em Pernambuco. Não há desculpas para ficar desatualizadxs!

Com tantas opções e modificações dentro do segmento, de que forma podemos inovar em nossa rotina e forma de vida?