O profissional do futuro precisa surfar para acompanhar o mercado

Escrevo sobre este tema a partir de reflexões e uma conversa em ambiente informal com amigos próximos, cada um formado em uma área distinta. Falávamos sobre mercado de trabalho, oportunidades e cenários futuros, quando um deles me passou este link sobre o profissional do futuro. Após ler, tive que concordar, e mesmo me questionar:

Estou preparada para ser uma profissional do futuro?

O que fazer, para onde ir?

Por onde começar?

Transformação digital

Algumas pessoas ainda não perceberam a velocidade como as profissões e os profissionais têm mudado rapidamente e se adaptado ao novo. Recentemente estive em um evento sobre Transformação Digital nos Negócios, promovida por uma empresa referência no setor de monitoramento em Recife. Na ocasião, foram convidados vários diretores e executivos com poder de tomada de decisão em empresas, além de profissionais de alguns setores.

Uma das questões levantadas para o grupo de empresários foi: por que insistir em manter as coisas, o funcionamento, como o de sempre? E a resposta foi: é preciso se abrir para a transformação que acontece, para o novo. É uma realidade. Além disso, uma série de tendências foram apresentadas por um futurista, um profissional cujo foco é estudar e tentar perceber como será a evolução das coisas em uma a duas décadas, apontando tendências e prevendo possíveis cenários.

Processo de inovação: uma realidade

Já nos deparamos com uma automação de diversos trabalhos, fruto de uma realidade iniciada há pouco mais de uma década. Ou seja, as atividades repetitivas vêm sendo cada vez mais substituídas por máquinas. Logicamente isso resultou em demissões e adaptações, como parte de um processo evolutivo natural que desde em que a Terra é Terra, ocorre.

Este processo foi descrito pelo economista Joseph Alois Schumpeter, que, no início do século XX, refletiu como o processo de inovação aconteceria em “ondas”, que surgem e desaparecem após períodos de tempo cada vez menores. Com o advento da internet, este processo tem se acelerado mais e mais. Atualmente, vivenciamos a 5ª onda, desde a década de 1990, que envolve a consolidação de redes digitais, softwares e novas mídias, e deve ser finalizada em 2020.

Fim das barreiras?

Considerando este processo, naturalmente os profissionais precisam acompanhar este ritmo e também evoluírem. Vamos usar um exemplo: se antes, um profissional de jornalismo chegava ao mercado buscando uma posição dentro de um veículo de comunicação como forma de atuação e opção, com o tempo outras áreas similares e dentro do nicho da comunicação também passaram a absorver este profissional.

Ele pode ser um assessor de imprensa, um gestor de comunicação, atuar liderando equipes no setor de marketing e estratégia e também no mundo digital, por exemplo. Percebe-se então uma tendência à fluidez, de colaboração entre áreas. E para manter-se no mercado, este profissional deve ficar atento ao que acontece à sua volta.

É fato escutar pessoas de todas as áreas queixando-se da profissão, mas que não acompanham este ritmo evolutivo dentro da própria área. Muitos setores se adaptam para as novas possibilidades da internet e os negócios digitais.

Como se preparar?

Acredito que um bom começo é ser um profissional multidisciplinar e menos branco no preto, preto no branco. Ok, você tem uma formação, mas isso não quer dizer que não possa explorar outros segmentos e áreas, continuar buscando novos conhecimentos técnicos ou começar algo novo. A palavra “adaptação” poderia resumir este tópico. Se não se adapta, será mais difícil manter-se acompanhando esta onda que vivemos.

Uma coisa que tenho percebido em algumas empresas e já comentei aqui quando falei de coworking é como as equipes de trabalho estão multidisciplinares e colaborativas. Entendo isso como um movimento normal dentro da Economia Criativa, outro tópico que também já falei aqui no blog. E naturalmente, o senso analítico do profissional deve ser apurado, olhos e ouvidos sempre atentos, de olho em tudo o que acontece.

O que você tem feito para surfar nesta onda e manter-se atualizado?

Todas as peças estão aí, basta que a gente nade e acompanhe o fluxo do que tem acontecido 😉

 

 

E-COMMERCE: o mercado de OPORTUNIDADES

 

A internet auxilia e altera nosso dia-a-dia ao facilitar tarefas corriqueiras desde a troca de e-mail a contratação de pacote de viagens. E, não apenas isso, também proporcionou o modo como as pessoas realizam transações por meio da conveniência que possibilitou o crescimento de compras cada vez mais acentuadas pelas páginas virtuais, oferecendo assim uma excelente oportunidade para disponibilizar produtos ou prestação de serviços.

Desta premissa, o ciberespaço permite a utilização desse meio para tornar pública sua marca. É um ambiente amistoso uma vez que não exige noções específicas para apropriar suas ferramentas, a:

Ausência de conhecimento especializado em tecnologia não inviabiliza, de forma alguma, a montagem de um empreendimento bem sucedido, pois (…) a tecnologia deve ser um meio e não o propósito de seu negócio (FELIPINI, 2010, p. 11).

 

Ainda segundo Felipini (2010), com o surgimento recente de montagem de empreendimentos virtuais, é notório que esse ambiente, recém-explorado, ainda não está plenamente difundido. Um microempreendimento atuante em um negócio na internet possui a facilidade ao corrigir erros diferentemente de empresas tradicionais, pois, permite-se a aceitabilidade do que é anunciado, avaliar as condições de mercado e, somente após, vender.

Os números de negócios on-line no Brasil são extremamente positivos. Trata-se de uma área de atuação responsável por um faturamento estimado em R$13,6 bilhões, segundo pesquisa realizada em 2010, pela empresa Ebit que registra o pulso do e-commerce. Estes levantamentos resultam em uma excelente ferramenta tendo-se em vista o pouco tempo de atuação no comércio eletrônico, obtendo-se uma forte tendência de crescimento. Segundo esta mesma pesquisa, em 2001 havia um investimento de meio bilhão de reais para R$13 bilhões de reais, em 2010; um crescimento de mais de 2.300% em apenas uma década (FELIPINI, 2010).

Esta mesma pesquisa, que impulsiona a amostragem de levantamento de dados tão expressivos, remonta-se ao alto crescimento no número de consumidores on-line que saltou de um milhão em 2001 para 23 milhões em 2009, segundo eBit. São consumidores que adotaram essa nova forma de comercialização, vão comprar cada vez mais e ocuparão destacado espaço na economia brasileira, visto que o ciberespaço estimula não apenas o intercâmbio de informações, mas também,

A Internet não é uma rede de computadores, mas sim uma rede de pessoas conectadas através de computadores, ou seja, as máquinas e o software que a fazem funcionar não são um fim em si mesmo, são o meio através do qual você vai chegar até seu cliente (FELIPINI, 2010, p. 11).

 

De acordo com o mesmo autor, se o negócio implantado na Internet for baseado em um negócio com experiência e identificação nessa área, estas condições possibilitarão inúmeras vantagens, pois servirá para implantar e gerenciar numa área de atuação de interesse sem perder tempo em termos de aprendizagem, executando tarefas com mais agilidade do que um iniciante.

Conforme Felipini (2010), outras vantagens conferidas a quem faz uso da Internet em relação a empresas físicas é que, por mais que sejam cobrados os mesmos tributos (já que para Receita não importa o canal de comercialização e sim o produto), o empreendimento na internet demanda investimento, desembolso de recurso, investimento e custo operacionais menores, condições excelentes a quem empreende e dispõe de poucos recursos.

Deve-se levar em consideração que, ao investir em um empreendimento comercial físico, está se investindo e adquirindo o benefício de expor a loja junto ao público que à frente dela passa; numa loja virtual, para que os internautas tomem consciência de sua existência, necessita-se de um grande esforço promocional para visibilizar e tornar pública sua oferta, finaliza o teórico.

Ainda a despeito das vantagens conferidas ao negócio virtual, a infraestrutura necessária ao empreendimento é muito menor: basta uma escrivaninha, com livros, material para escritório e a imprescindível presença de um computador, a montagem de um plano de negócios, a criação da loja virtual e a estratégia promocional para gerar fluxo de visitantes à página. E, para a montagem e manutenção do site, um profissional na área de tecnologia que poderá contatá-lo pela internet, de forma rápida e esporádica (FELIPINI, 2010).

Para o empreendedor que, ao invés de abrir seu negócio em sua própria residência prefere inseri-lo virtualmente, vê-se a utilização de plataformas alugadas com fins a divulgar prestação de serviço e/ou venda de produtos seguida pelas redes sociais, como pode-se ver no gráfico.

Uma loja virtual da mesma maneira que uma loja convencional, busca oferecer um sistema de compras, interação com o usuário a fim de realizar uma transação comercial. Espera-se encontrar o que se procura, ser bem atendido, obter opções de pagamento para concluir o processo de compra rápido, fácil e agradável. A atenção que Felipini (2010) salienta é a exigência do consumidor on-line através das informações a que tem acesso, pois este consumidor sabe o que deseja ao realizar uma busca e sabe, exatamente, o que quer encontrar e como deseja adquiri-lo.

Nesta perspectiva, este pesquisador revela que, para ser bem-sucedido no ciberespaço, não é suficiente apenas oferecer bons produtos e bons preços, deve-se contar também com uma boa loja virtual para que as transações ocorram satisfatoriamente. A concretização da fase da compra será efetivada no modo como a loja persuadirá a realizar a transação e essa persuasão se dará por meio exclusivamente da qualidade do micro empreendimento, portanto, “uma loja virtual eficaz é aquela que consegue transformar seus visitantes em compradores” (FELIPINI, 2010, p. 26).

Conforme a análise descrita anteriormente, pode-se constatar no gráfico abaixo quais as plataformas mais usadas no ciberespaço bem como o percentual para a concretização de vendas online.

O autor ainda ressaltar que, para lidar com consumidores altamente exigentes e que sabem o que é bom pra si como usuários da web, além de tentar convencê-lo a efetivar a comprar, deve-se fornecer informações contextualizadas que o ajude a decidir. Assim, a vendagem do produto/serviço torna-se um objetivo secundário, pois o que importa serão o número de vezes que a visita retornará, maximizando o benefício oferecido a este que passa ser mais que um usuário da internet, passa a ser cliente.

Felipini (2010) ainda reitera ao concluir que o ciberespaço oportuniza a comodidade de ofertar e concretizar compras aonde quer que o usuário se encontre. Para esta facilidade, o consumidor on-line já está habituado a usar o meio virtual e sente-se seguro para realizar transações. Porém, a maioria dos internautas ainda não adquiriram o hábito de comprar on-line justificado pelo fato de terem nascidos antes do surgimento das lojas virtuais pois já estavam condicionados à compra via loja tradicional por meio do atendimento de um(a) vendedor(a).

Deste modo, a fim de angariar uma nova parcela deste público, um dos objetivos a serem alcançados pela loja virtual é de criar um ambiente que favoreça e transmita credibilidade através de fornecimento de informações claras e objetivas, garantias, depoimentos de cliente, entre tantos outros indicadores, defende Felipini (2010).

As lojas virtuais possibilitam o cliente romper a inércia deste adiar a comprar. O visitante ainda sente-se inseguro ao efetivar alguma transação via web por mais que seja muito bem informado e tenha discernimento para saber do que precisa e como proceder para adquirir um produto ou prestação de serviço que o satisfaça, conclui o autor.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

FELIPINI, Dailton. Empreendorismo na internet: como encontrar e avaliar um lucrativo nicho no mercado. Rio de Janeiro: Brasport, 2010;

O QUE você precisa saber sobre comercio eletrônico. SEBRAE. Disponível em: <http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/sebraeaz/o-que-voce-precisa-saber-sobre-comercio-eletronico,b3ab55a4873c4410VgnVCM1000003b74010aRCRD>. Acesso em: 21 de Out. 2010

EMPREENDEDORISMO E CRIATIVIDADE

O empreendedorismo estimula a criação de desenvolvimento de novas possibilidades de gerenciamento de negócios. Estes negócios permitirão agregar, junto ao público, o surgimento de microempresas com fins a alcançar seus objetivos de permanência no mercado bem como a satisfação de seus clientes com um aparato inovador. A oportunidade, ora identificada pelo empreendedor em seu negócio, refere-se a uma necessidade de mercado com vistas à criação de produtos/serviços que satisfaçam uma demanda. A ideia de investir em uma necessidade até então nunca explorada, ou atuar de modo diferenciado em um ramo cuja concorrência não atenda corretamente às necessidades da demanda é uma opção de o empreendedor promover sua inserção no mercado (SILVA, 2003).

Não se contentar com apenas uma ideia é o que este autor afirma ao concluir que a mais adequada virá à tona quando houver mais que uma para escolher. Esta é premissa básica a quem pretende exercer função criativa.

Segundo Chér (2014), trata-se de uma maneira diferenciada de competição na atuação de mercado e, esse modo em lidar com produtos e/ou serviços, está diretamente ligado ao encantamento do cliente numa prospecção em participar da parcela do mercado com seu negócio.

Dentre os diversos obstáculos encontrados dentro do ramo de negócios, adotar a criatividade como obtenção a gerar diferencial competitivo, parte como estratégia com a finalidade de não apenas satisfazer necessidades/desejos de seu público. Há o desejo de superar expectativas sob o ponto de vista de um posicionamento adequado ao desenvolvimento de novos produtos, atraindo preferências, encontrando soluções inovadoras a problemas com a quebra de paradigmas resultando em mudança de comportamento, desta Silva (2003).

Ainda segundo este teórico, as empresas que adotarem a inovação partindo da premissa em extrapolar a satisfação de seus clientes, ganharão espaço no mercado e, sobretudo, na preferência no gosto de quem os cativou. Assim, inovar estimula a economia e descobertas são geradas por meio desse processo que auxilia conhecimento em produtos ou serviços que atenderão a necessidades e desejos. E, mesmo a inovação sendo capaz de transformar o desenvolvimento econômico em oportunidades de negócios, ainda é um assunto pouco explorado no âmbito empresarial; as empresas que sobreviverão serão as que desenvolverem o potencial criativo em detrimento àquelas que continuarem a fazer o que sempre fizeram.

Para Silva (2003) a forma como a microempresa é conduzida é crucial à obtenção de resultados pois ao ser bem administrada, a inovação cria subsídios para geração de negócios e, consequentemente, gera empregos.

Para Chér (2014), o que se deve enfatizar e destacar é que, para uma necessidade de mercado, há oportunidades identificadas que permitirão oferecer ao público os benefícios que estes aguardam receber.

Racionalmente, o investimento em inovações tecnológicas pode acarretar em desemprego numa política de eliminar postos de trabalhos com um aparato tecnológico que reduzirá a necessidade de mão-de-obra humana. Nesta perspectiva, a relevância em se trabalhar com um suporte inovador evidencia os atributos de um indivíduo capaz de tornar o criativo em um otimista, como ressalta Silva (2003).

Para o mesmo autor, para que o profissional atue no mercado a fim receber a lucratividade como consequência da implementação de serviços/produtos diante dos inúmeros concorrentes que lidam como o mesmo segmento, o empreendedor necessita de ferramentas que o auxilie e possibilite ser visto.

Silva (2003) destaca que nesse âmbito, defende-se que a criatividade e inovação como diferenciais competitivos são necessários para antecipar-se às mudanças que o mercado exige a fim de garantir e conquistar sua “sobrevivência”. A antecipação aqui defendida se refere ao modo como uma atitude estratégica, consonante a um contexto inserido, pode servir como valiosa ferramenta ao criar mecanismos de força e oportunidade como respaldo a fim de adquirir sobrevivência.

 

REFERÊNCIAS

CHÉR, Rogério. Empreendedorismo na veia: um aprendizado constante. 2ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier; SEBRAE, 2014.

SILVA, Antônio Carlos Teixeira da. Inovação: como criar ideias que geram resultados. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2003

Os coworkings são o futuro dos escritórios?

A palavra coworking vem sendo usada e falada com mais frequência. Me lembro que, pouco mais de dois anos atrás, eu comecei a escutar esta palavra na capital pernambucana. Para quem não sabe, o coworking é um conceito de um espaço atrelado às novas formas de trabalhos, e certamente poderão substituir os escritórios formais.

Como assim?

Lógico, ou esqueceu do que foi falado sobre Economia Criativa? Na verdade, com a explosão das startups e os famosos freelanceshome offices e jobs, a ideia de “trabalhar em um escritório” mudou, assim como os profissionais mudaram. Primeiro foi a história do “vamos fazer uma reunião naquele café”, que tirava a pessoa do ambiente – geralmente sisudo, dependendo do segmento do trabalho e da empresa – de trabalho, para um local novo e mais descontraído.

De acordo com estudo da área,  no começo de 2017 já haviam 210 mil pessoas circulando entre os 810 coworkings existentes no país.

Imagem ilustrativa de como funciona um coworking (Reprodução: Pexels).

O fim dos escritórios?

Esta nova forma de trabalhar, utilizando espaços mais fluidos,  estimula o intercâmbio entre áreas de atuação, que são repensados por grandes empresas. Afinal, mudar a rotina, conhecer pessoas novas da empresa e entender como se ajudar através de seus trabalhos é inspirador. E é isso que os coworkings proporcionam: inspiração para criar e inovar num ambiente próprio.

Benefícios           

Como falamos acima, criar/formar novas equipes, multidisciplinares, ajuda a propiciar um ambiente inovador de criação e networking. Outro ponto a ser levantado é não possuir as possíveis distrações que um home office possui – muitas pessoas possuem dificuldade em se concentrar trabalhando em casa, varia de cada um.

Os espaços são pensados para trabalhar, com opções de salas de reunião,  amplas e menores, onde os profissionais podem trabalhar juntos, com wifi gratuita, opções de café e lanche para consumo, além de endereço para escritório virtual. Neste link há uma lista de serviços que podem ser oferecidos neste espaço. Uma nova forma de pensar o escritório e fazer aquela reunião, não acha?

Onde achar no Recife?

Já existem alguns espaços em Recife onde é possível trabalhar desta nova forma. Tive a oportunidade de conhecer alguns, embora ainda não tenha passado o dia em um espaço desses, cujo custo da hora costuma ser a partir de R$ 8. Fazendo uma busca online, a imagem abaixo mostra que estes tipos de espaços já estão bem distribuídos pela capital. Certamente haverá algum perto da sua casa 😉

Resultados mostrados pelo Google Maps a partir das palavras “coworkings recife”

Os mais conhecidos são o Impact Hub, Nós CoworkingWork Hall e o Bunker. Então, que tal repensar sua forma de trabalho ou buscar inspiração em um ambiente multidisciplinar de networking?

Economia Criativa: quem é, onde vive e de que se alimenta?

Pensei em começar minha colaboração aqui no blog da Expolab falando um pouco sobre o segmento que a escola atua: a economia criativa. E onde ela está? Entre nós!

Já vivemos em um mundo em que a economia criativa é base de diversos projetos e iniciativas, e muitas vezes não sabemos do que se trata. Espero que este texto ajude e inspire!

Criatividade

A criatividade é definida no Dicionário Aurélio como:

1. Capacidade de criar, de inventar;

2. Qualidade de quem tem ideias originais, de quem é criativo;

3. Capacidade que o falante de uma língua tem de criar novos enunciados sem que os tenha ouvido ou dito anteriormente.

Além disso, já falamos por aqui sobre criatividade neste post. E se você não reparou, vivemos num momento de transformação, onde a criatividade permite que experimentemos, nos reinventemos e busquemos alternativas para nossa vida.

Entendendo o termo

O termo Economia Criativa foi definido pelo professor inglês John Howkins, no livro “The Creative Economy”. Na publicação, ele afirma que este segmento refere-se às atividades nas quais o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual são os recursos produtivos de ideias que geram valor econômico, para quem produz ou usa.

Por isso, o conceito relaciona-se à processos de criação, produção e distribuição de produtos e serviços.

Abertura para o novo

Atrelados a este tipo de economia, observa-se também uma quebra de padrões e abertura para recursos inovadores, que auxiliam no desenvolvimento de uma sociedade mais sustentável e menos focada no eu.

Vamos ser honestos, você já reparou na quantidade de gente que têm feito coisas boas, criado novas ideias, ajudado os outros e ainda gerado lucro com esses projetos?

Eu traduzo em números: foram R$ 155,6 bilhões de reais em 2015, de acordo com o “Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil”, publicado pela Firjan em dezembro de 2016.

E os segmentos?

Dentro da economia criativa, encontramos setores como design e moda, games, publicidade, inovação e desenvolvimento de novas tecnologias. De acordo com publicação da Revista Exame, ainda podem ser considerados como parte da economia criativa a arquitetura, design, gastronomia, a comunicação, o turismo cultural e a indústria do entretenimento.

Pernambuco

Temos a sorte de morar em um estado em efervescência em relação à economia criativa. Quer ver? O Porto Digital e as empresas incubadas naquele ambiente são um exemplo, a música e o cinema locais também, além da possibilidade de cursos na área  e até um mestrado profissional direcionado à Indústria Criativa são algumas das opções disponíveis em Pernambuco. Não há desculpas para ficar desatualizadxs!

Com tantas opções e modificações dentro do segmento, de que forma podemos inovar em nossa rotina e forma de vida?

5 dicas indispensáveis para montar um case de sucesso

Cases de sucesso (ou casos de sucesso) são histórias e trajetórias bem sucedidas que uma empresa ou profissional teve. É comum organizações e profissionais fazerem cases de seus melhores projetos a fim de tentar tangibilizar seu trabalho para poder apresentá-lo a novos clientes em palestras e outras ocasiões.

Mas afinal, o que é um case de sucesso?

Cases de sucesso (ou casos de sucesso) são histórias e trajetórias bem sucedidas que uma empresa ou profissional teve. É comum organizações e profissionais fazerem cases de seus melhores projetos a fim de tentar tangibilizar seu trabalho para poder apresentá-lo a novos clientes em palestras e outras ocasiões. Um bom case é importante para atrair novos clientes, gerar receita e aumentar o tráfego em seu blog ou site. Além disso, um case pode servir como referência para leitores que estão passando por algum problema terem acesso a uma trajetória bem sucedida. Então, pode-se dizer que ter bons cases de sucesso é essencial para empresas que desejam crescer. Aqui vão 5 dicas indispensáveis para montar um:

1. Faça do seu case uma história cativante.

Em mundo em que estamos sendo bombardeados com informações constantemente a melhor forma de cativar e atrair a atenção de alguém é utilizar a estratégia de Storytelling, que basicamente consiste em contar algo, como a história de uma empresa, através de uma narrativa. Está provado que a mente humana guarda mais informações quando elas integram uma história interessante com começo, meio e fim. Na hora de preparar os cases é importante coletar todo o material que seja relevante para as pessoas as quais vai apresentar o case futuramente. Comece separando gráficos, dados, informações quantitativas e qualitativas, datas, entrevistas, etc. Apenas tenha cuidado para não pôr toda essa informação em uma apresentação de Powerpoint se esquecendo da narrativa e transformando o case em algo monótono. Aqui vão três princípios básicos para tornar sua história marcante:

  1. Um começo estimulante: Comece sua narrativa com um título cativante e uma introdução irresístivel. Essas partes são essenciais para o sucesso do seu case, pois, o título tem a função de atrair o leitor para começar a ler e a introdução de prende-lo e o fazer ter vontade de ler até o final.
  2. No desenvolvimento vá logo ao ponto: Essa é a parte em que sua narrativa ganha força e não tem espaço para prolixidade. Aqui você deve descrever algumas estratégias, o caminho que foi percorrido e lembre, principalmente, que você deve causar algum impacto no leitor. É essencial ter em mente que você não está apenas expondo um projeto de sucesso que sua empresa teve mas também, contando uma história. Então não aja como se fosse um vendedor.
  3. Final voltado para ação: Toda boa história tem início, meio e fim. Não deixe um bom início e um desenvolvimento interessante serem estragados por um final monótono. A conclusão de um case deve ser instigante, em outras palavras: diga ao leitor o que ele deve fazer após a leitura para ele se sentir motivado a agir. Uma boa estratégia para não soar insistente é fazer perguntas simples sobre os problemas enfrentados pela sua empresa e que foram apresentados durante o case.

2. Se oriente pelo “Estilo de Estudo de Caso” de Steve Slaunwhite

Para um estudo de caso ter o impacto que deseja é imprescindível que ele seja bem estruturado. Não são todos os cases que são lançados que recebem a atenção esperada. Para atrair novos clientes através de um case de sucesso é importante fazer um material um pouco menos profissional e um pouco mais coloquial. Steve Slaunwhite, reconhecido autor de vários livros e estudos de caso, diz que as histórias mais irresistíveis são aquelas contadas do ponto de vista de um cliente satisfeito. Aqui vai a sequência de recomendações dele:

  1. Foque no cliente: O foco de um estudo de caso não é o profissional ou a empresa que executou o projeto, mas sim o cliente. Quem é o cliente?
  2. O desafio: Identifique detalhadamente o problema do seu cliente para começar a escrever o caso. O foco de um case de sucesso é auxiliar os leitores a resolverem e solucionar problemas. Qual o problema do cliente?
  3. Mostre sua jornada: Você deve fazer o leitor se reconhecer na história. Mostre um passo a passo, faça ele se ver em sua jornada. Ative a empatia. Qual foi o caminho que você trilhou?
  4. A descoberta: É necessário expôr o seu trabalho. Mostre a relevância da sua empresa através de histórias de sucesso e testemunhos. Mostre o resultado que seu cliente obteve com seu produto ou serviço. Como você ajudou o cliente a solucionar seu problema?
  5. A solução: Se no seu case de sucesso você seguiu as outras recomendações também é válido oferecer algo ao leitor. Ponha um botão CTA fazendo alguma oferta que esteja ligada ao case. Como fazer o leitor aderir seu produto/serviço.
  6. A implementação: Hora de ser sincero e honesto. Fale dos problemas que você ou seu cliente enfrentaram e como os superaram. Hora de ser transparente a respeito dos problemas.
  7. Resultado: Detalhe como sua empresa solucionou os problemas do cliente detalhadamente. Dessa vez com informações voltadas para dados.

3. Mostre exemplos claros do antes e do depois.

A estratégia de expor o antes e depois é muito utilizada por profissionais de fitness para credibilizar e legitimar seus produtos e dietas. Porém, também é muito útil para os profissionais de marketing que montam cases de sucesso. Destacar resultados é com certeza essencial para fazer um case receber a atenção desejada e o contraste entre o antes e o depois ressalta tais resultados.

4. Encontre o concorrente certo para expor no seu case.

Apresentar o perfil do seu concorrente pode ser uma boa maneira de mostrar como seu produto está no mercado e como ele é funcional. Caso você não saiba quem são seus concorrentes, visite o site SEMrush.com e insira a url do seu blog para poder analisar quais são. Para um cliente, se uma outra marca do mesmo segmento que a sua é funcional, a sua também pode ser em circunstâncias semelhantes. Aqui está um exemplo funcional em que uma marca utilizou seus concorrentes em um case.

5. Encontre a apresentação mais apropriada.

Cada empresa é única e proporciona uma experiência singular para o cliente, então as apresentações dos cases também devem ser. É possível utilizar qualquer meio que apresente o case de forma interessante. Pode ser uma apresentação direta, folders, vídeos corporativos, jingles de áudio ou qualquer outra forma de apresentação relacionada com a área de atuação da empresa. Se você tem conteúdo e boas histórias para contar, a apresentação de seu case será um sucesso.

O que é Blockchain e por quê os empreendedores devem prestar atenção nessa tecnologia

A noção de que o Estado é uma entidade bondosa que vai prover recursos e curar os males dos cidadãos comuns é cultivada e venerada há séculos, mas nas últimas décadas esta ideia tem sido cada vez mais contestada. Isto não é diferente quando se trata de dinheiro, pois ele sempre foi subjugado e monopolizado pelo Estado, mas tudo começou a mudar em 2008, quando alguém (ou um grupo de alguéns) usando o pseudônimo Satoshi Nakamoto resolve criar um sistema de transações que independa de qualquer intermediário, seja ele uma instituição governamental ou um banco. Essa inovação é o Bitcoin e por trás de seu funcionamento está a tecnologia do Blockchain.

Blockchain nada mais é do que um grande livro razão de acesso público, onde um usuário A pode transacionar com um indivíduo B sem que seja necessário o uso de intermediários para executar a transação, barateando os custos envolvidos e minimizando os riscos envolvidos advindos da ação humana. As palavras-chave por trás desta tecnologia são criptografia e descentralização; além de ser possível realizar operações financeiras com menos dispêndios, o usuário consegue manter a privacidade, deixando em sigilo dados pessoais que não desejam que estejam em posse de terceiros.

No presente momento, as criptomoedas estão se tornando cada vez mais notáveis e a tecnologia Blockchain cada vez mais poderosa; contratos inteligentes, que nada mais são do que contratos auto executáveis, já são realidade nos tempos atuais, o que abre a porta para uma infinidade de possibilidades, desde registro de patentes até IOT, a internet das coisas.
Blockchain é a tecnologia do momento e empreendimentos que saibam atuar nessa área serão os grandes projetos do futuro. Na capital pernambucana existe um suporte muito grande ao empreendedorismo, então ao leitor que está buscando começar um novo negócio, eis uma recomendação: Blockchain. Em Recife há um ambiente muito favorável ao empreendedorismo e, inclusive, a Coinwise é uma grande startup recifense que atua na área da Blockchain.

Autor: Rafael Lemos, estudante de economia pela Universidade Federal de Pernambuco e Analista de Atendimento pela Foxbit.