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NOMOFOBIA: A DEPENDÊNCIA DO SÉCULO

A internet mudou a forma de se relacionar com o mundo, seja nas novas maneiras de comprar um produto ou flertar com alguém. Utilizar o celular para pagar uma conta no banco, traçar a rota mais próxima para o trabalho, ou como entretenimento no meio do trânsito, já é rotina para muitas pessoas. O que não significa que estar conectado boa parte do dia seja uma doença. A nomofobia, como qualquer outra dependência, se caracteriza quando a tecnologia atrapalha a rotina.

A nomofobia e suas doenças relacionadas

Sendo assim, segundo o PRO-AMITI (Programa Estruturado de Psicoterapia em Grupo), as pessoas que possuem algum grau de dependência digital apresentam alguns sintomas muito parecidos com os viciados em drogas. São eles: fissura, abstinência, consequências negativas para a vida, perda de controle e intolerância. Ao ligar o celular para checar as notificações, ou postar algo, são liberados hormônios relacionados ao prazer, como a dopamina, que com o tempo, causam a necessidade cada vez maior de mais dessa sensação. O abuso do uso dessa tecnologia leva a compulsão, e quanto mais se utiliza, mais tempo é preciso para saciar o desejo de permanecer conectado.

O vício digital está, muitas vezes, relacionado a outros problemas psicológicos, como fobia social, déficit de atenção, ansiedade e depressão. Em uma pesquisa da Universidade de Kaohsiung, em Taiwan, entre 2,3 mil adolescentes que possuem algum tipo de transtorno, 10% são dependentes digitais. Além das doenças mentais, há as doenças físicas como dores nas costas, no pescoço e tendinite. Tudo por culpa das horas excessivas jogando videogames, utilizando as redes sociais, ou quaisquer outras atividades em computadores e smartphones.

Estudos feitos pelo Instituto de pesquisa francês IPSOS mostrou que 18% dos brasileiros já são viciados digitalmente, em pesquisa feita com mil pessoas de idade superior a 16 anos, em 70 cidades e 9 regiões metropolitanas. E esse número cresce na medida em que as pessoas vão tendo acesso a internet.Segundo a pesquisa da Navegg (empresa de análises de audiências online) o número de pessoas conectadas no primeiro trimestre de 2014 no Brasil chegou a 105 milhões. Apesar do número de dependentes digitais no Brasil ser grande, em países como Coréia do Sul, Japão e China esses números quase triplicam, e já são tratados como questão de saúde pública.

Diferenças de uso abusivo e doença

Existem algumas diferenças essenciais no momento de diagnosticar o uso abusivo ou a dependência patológica. Um dependente tem todas as características de uma pessoa que extrapola no uso da internet, porém os viciados sentem sintomas físicos como crises de ansiedade, mal estar ou tontura quando começam a ficar sem bateria ou desconectados. De acordo com especialistas, normalmente os sintomas também se relacionam com algum transtorno psicológico já citado anteriormente.

Para uma convivência mais saudável com a conexão a internet de modo geral, é importante estar atento a alguns hábitos tóxicos causados pelo vício. O tempo dedicado às atividades físicas, hobbies, família, amigos e outras atividades fora da internet devem existir e fazer parte do cotidiano. Uma dica legal é reservar os primeiros 45 minutos do dia sem utilizar o celular. Trânsito e celular não combinam, e é importante deixar o celular de lado nesses momentos. De forma geral, dar mais importância aos momentos offline, e aproveitar o online como entretenimento e não como necessidade.

Onde buscar tratamento no Brasil

Para quem quer buscar ajuda, existem tratamentos que envolvem psicoterapia individual ou em grupo, intervenção familiar e remédios (antidepressivos e estabilizadores de humor, sempre receitados por médicos). O Brasil, mais especificamente o Rio de Janeiro, já conta com o Instituto Delete, empresa voltada a atender pessoas com dependência digital, dando suporte físico e emocional, sendo o primeiro núcleo no Brasil especializado em Detox Digital. Há também outros centros de pesquisa como o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo; o Núcleo de pesquisa da Psicologia em Informática da PUC –SP que oferece orientação por email; o Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Universidade Federal de São Paulo; no Rio de Janeiro há o grupo Apoio ao Jovem Dependente do Jogo Eletrônico, associado à Santa Casa da Misericórdia; e o Grupo de Estudos sobre Adições Tecnológicas em Porto Alegre.

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Yana Dal Cero

Yana Dal Cero

Formanda em Jornalismo, aspirante a crítica literária, apaixonada por ler e criar histórias.