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3 vezes em que a mídia fez história no mundo


Muitas vezes o poder do jornalismo é negligenciado pela sociedade atual. Principalmente após o surto das fake news, quando a credibilidade dos meios de comunicação foi posta a prova, e continua sendo alvo de dúvida de todos. Por um lado é positivo, pois é importante pesquisar e checar as informações divulgadas. Porém, o jornalismo investigativo já foi suporte essencial em diversos momentos da história, com uma apuração avançada e comprometimento com a verdade. A mídia influencia, cria tendências, e desempenha papel fundamental na formação cultural e intelectual da sociedade. Assim, estão listados abaixo três momentos em que a mídia foi fundamental na descoberta de escândalos.

1 – Watergate

Em 1972, nos Estados Unidos, durante a campanha do presidenciável Richard Nixon, ocorreu um assalto aos escritórios do Partido Democrata, em Watergate. O objetivo da invasão era grampear os telefones do local para usar as informações como chantagem política. A notícia saiu no dia posteior, no jornal The Washington Post, e intrigados com o acontecimento, os repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein começaram uma investigação profunda, e descobriram que um dos invasores estava na folha de pagamentos do comitê de Nixon. Assim, após intensa apuração do caso e por pressão da mídia e da população, o Senado criou uma comissão para investigar o ocorrido. Seis integrantes da equipe presidencial foram descobertos e condenados. Algum tempo depois, no dia 8 de agosto, Nixon renunciou o cargo em um discurso dramático, em prantos, na TV. Em uma avaliação de Eugenio Bucci, professor da escola de Comunicação da USP, esse foi um dos grandes momentos em que a atuação da imprensa investigativa redefiniram a figura do jornalista.

Dica: O livro “Todos os homens do presidente”, escrito pelos jornalistas que investigaram o caso, trazendo uma reconstituição do escândalo.

2 – A verdade sobre a indústria do tabaco

Em um dos maiores embates entre os valores jornalísticos e os interesses da indústria, o jornalista Lowell Bergman, em 1995, desmascarou a nocividade à saúde da indústria do tabaco, e começou uma árdua luta contra as sete maiores empresas do setor na época. Ele contou o caso em uma edição do 60 minutes, um importante programa da rede CBS. Nele, o ex-executivo do mundo do tabaco e químico Jeffrey Wingand revelou como os líderes da empresa sabiam da capacidade de viciar da nicotina, e acrescentavam aditivos químicos para aumentar a dependência no fumo. Depois, foi provado que tais aditivos causam câncer. Após a reportagem ir ao ar, os fabricantes de cigarros pagaram, a todos os Estados americanos, 246 milhões de dólares para compensar os gastos com a saúde pública, sendo a maior indenização da história do país.

Dica: O filme “O informante”, que narra a trajetória do repórter, vivido por Al pacino, sobre o caso.

3 – Cova 312

Dos tenebrosos porões da ditadura militar brasileira, a jornalista Daniela Arbex recuperou a história de Milton Soares de Castro, de 26 anos, um militante político morto em 1967, na tentativa de implantação de uma guerrilha. Conduzido à penitenciária de Linhares (Minas Gerais), e falecendo logo depois. A versão oficial divulgou sua morte como suicídio por enforcamento, porém o exército nunca informou onde estava o corpo. Numa investigação em 2002, Daniela encontrou o local onde estava a cova do jovem, a 312, e que viria mudar os registros históricos sobre o caso. Por meio de intensas apurações sobre o fato, conversa com outros presos políticos, familiares e documentos encontrados por ela, foi possível desvendar a verdadeira causa de sua morte: a tortura e perseguição política.

Dica: O Livro “Cova 312”, escrito pela repórter como resultado da reportagem.

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Imagem da capa retirada do link: https://unsplash.com/photos/Mwuod2cm8g4 .

Yana Dal Cero

Yana Dal Cero

Formanda em Jornalismo, aspirante a crítica literária, apaixonada por ler e criar histórias.