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BRANDING PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS: noções básicas para o microempreendedor


Conceitualmente, branding é o processo de desenvolvimento e manutenção de marcas e táticas estrategicamente posicionadas com a finalidade de criar uma imagem positiva para um produto/serviço. É a “nova filosofia de gestão.” A marca passa a agregar tão importante valor à empresa que passou a dar crédito como a razão de ser, seu bem mais valioso, garantia de perenidade. Assim, a imagem passa não só por ser assistida pelo marketing, “mas também as demais formas de comunicação com o mercado passam a ser responsáveis pela imagem da marca” (GRACIOSO, 2008, p. 23).

De acordo com o mesmo teórico, através da evolução das marcas surge esta ciência como filosofia de negócios fundindo-se com o conceito de imagem corporativa com seus produtos ou serviços disponibilizados.

A partir desta distinção entre marca, posicionamento, branding entre os séculos XX e XXI torna-se necessária a presença dessa ferramenta no relacionamento empresa-cliente. Todas as exemplificações dadas anteriormente mensuram os principais entraves para donos de empresa àquela época. A classe emergente exigia quais produtos desejaria aderir, havia quais meios utilizar com a finalidade de publicização do produto e que, por mais que estas empresas se adequassem ao contexto de mercado e ao público ainda eram alvos de esquecimento (GRACIOSO, 2008).

O Branding contribui para o negócio adentrar ao mercado com vistas a conquistar seu espaço de modo concreto. As ferramentas disponíveis dessa ciência proporcionam que o microempreendimento ao surgir, possa ganhar espaço pois o que se depende dessa evolução é que “as marcas se tornaram hoje elementos estratégicos essenciais ao posicionamento e à perenidade das empresas” (GRACIOSO, 2008. p. 33).

O Branding visa primordialmente o modo como as marcas serão inseridas no ambiente corporativo com vistas a garantir segurança ao disponibilizar serviços/produtos por meio da comunicação. “As empresas que adotam o branding como filosofia de negócios sabem que a sua imagem corporativa se funde com a imagem de seus produtos, na percepção do consumidor” (GRACIOSO, 2008, p. 31).

Segundo o autor, não seria apenas a oferta do que o microempreendimento tem a oferecer, mas o que disponibilizar, qual o conceito desejado atrelado à marca, qual o posicionamento que a empresa angaria para que seu o público o caracterize e o diferencie de seus concorrentes qualitativamente.

Hoje, as marcas incorporam duas dimensões, a imagem da própria marca e a imagem institucional da empresa. Surge uma nova ciência chamada Branding como fator estratégico mais importante para contribuição de assegurar a perenidade empresarial e elementos estratégicos ao posicionar a perenidade, como patrimônio mais importante da empresa pois essa ciência, para além do marketing, promove a excelência da marca (GRACIOSO, 2008).

O teórico ainda revela que, com a revolução da informação, as pessoas passaram a ter acesso sobre assuntos diversos em inúmeras fontes, dando margem a um posicionamento com opinião crítica. E, diante dessa gama de informações, pode-se tirar proveito. Para isso, os anunciantes precisam aprender a comunicar-se fora dos limites que o anúncio e o comercial propõem. No mercado, graças ao poder de atuação, participação que o indivíduo conquistou e graças à verdadeira barragem de informações que bombardeiam o público nos dias de hoje, Gracioso (2008, p.31) ressalta que:

As pessoas comuns estão mais bem informadas e as mudanças ocorrem com mais rapidez. O ciclo vital de um produto é hoje mais curto, exigindo um retorno mais rápido sobre os investimentos feitos. As condições do nosso mercado mudam às vezes do dia para a noite e exigem acompanhamentos constante para não sermos apanhados de surpresa.   

Para Gracioso (2008) estes constantes controles são ferramentas que o Branding possui ao otimizar as informações passadas ao público de modo a gerar projeções que colaborem para enxergar oportunidades de posicionamento de marca, assim como ter capacidade para lidar, avaliar as dificuldades encontradas, pois, qualquer instituição está suscetível a constantes mudanças incontroláveis no macro e micro ambientes. O profissional de branding precisa adequar-se, flexibiliza-se consonante as mudanças dentro da própria organização, na economia, na tecnologia porque atualmente, segundo Gracioso (2008, p.29):

A comunicação é o resultado do efeito cumulativo de tudo aquilo que a empresa diz ou faz. Há 50 anos, quando as grandes marcas de hoje começaram a se popularizar, elas dependiam basicamente da propaganda para se comunicarem com os consumidores. Hoje, as empresas se comunicam até mesmo através de sua política de responsabilidade social.

É difícil manter vantagem tecnológica por muito tempo. A explicação dada a esse fenômeno nos identifica que as inovações que se assiste são copiadas ainda mais rapidamente e exige um crescimento perene para não perder posições no mercado. É necessário adquirir individualidade da marca, do conceito, de sua personalidade, do relacionamento com o cliente a partir da confiança deste na organização e manter essa mesma confiabilidade por muito tempo driblando as dificuldades do dia-a-dia que culminará em tomadas de ações estratégicas a fim de manter a vanguarda, revela Gracioso (2008).                                                        

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

GRACIOSO, Francisco (Org.) As novas arenas da comunicação com o mercado. São Paulo: Atlas, 2008.


Kamila Crispina

Kamila Crispina

Caruaruense formada em Comunicação Social com habilitação em Publicidade & Propaganda pela Universidade Católica de Pernambuco. Residente em Recife há 4 anos, dedica-se a estudos sobre consultoria de negócios, empreendedorismo e redação publicitária.