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Capitã Marvel e a representatividade feminina no cinema

Lançado no Brasil no dia 7 de março, justamente na véspera do Dia Internacional da Mulher, Capitã Marvel é o primeiro longa da Marvel a ter uma mulher como protagonista. Em pouco tempo, já se tornou o filme mais visto no Brasil dentre os lançamentos de 2019, seguindo no topo das bilheterias com 1.5 milhões de espectadores até então.

A falta de mulheres como protagonistas nos filmes da Marvel é extremamente notável, trazendo-as com aparições rápidas e pouco importantes, mesmo sendo coadjuvantes. Foi necessário então a DC Comics lançar Mulher Maravilha, sendo ela a personagem principal, para fazer com que a Marvel percebesse a importância de se ter uma heroína como protagonista do estúdio, diante de uma demanda feminista cada vez maior ao redor do mundo.

Sendo dona de uma das personalidades mais fortes das histórias em quadrinhos, Capitã Marvel seria uma jogada perfeita para o sucesso. E porque não ter o roteiro e a direção realizados por uma mulher? Anna Boden fica responsável por esta função, acompanhada de Ryan Fleck. Mas será que só isso seria suficiente para mostrar a representatividade feminina nas telas?

Durante a trama, é possível ver a personagem Carol Denvers sofrendo com o machismo através de comentários vindos de homens com os quais ela precisou lidar em seu treinamento para se tornar piloto da Força Aérea Americana, bem como mostra a desigualdade de gênero ao citar que, por exemplo, mulheres não são permitidas em combate.

Com os questionamentos frequentes a respeito do domínio de seus poderes, Carol consegue mostrar que realmente “não precisa provar nada para ninguém”, representando a garota que precisou persistir em meio a tantos momentos de desencorajamento, lutando para acabar com uma guerra e sem precisar de ajuda masculina para isso. Capitã Marvel é um filme que reforça que a união entre as mulheres para continuar a luta pela igualdade de gênero é extremamente importante, mas não só isso: consegue retratar que a mulher pode ser poderosa sem ser hiperssexualizada, quebrando os paradigmas impostos pela nossa sociedade.

É importante salientar que muitos outros filmes com protagonistas femininas estão por vir, como Viúva Negra. Será que elas também serão bem aproveitadas na narrativa para trazer a pauta feminista ao público? Vamos ficar ligados nos lançamentos!

(Imagem de capa disponível aqui)

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Sarah Acioli