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WhatsApp x jornalismo: inimigos ou aliados?


Que o WhatsApp foi um dos grandes protagonistas das eleições de 2018 e deu uma baita dor de cabeça ao jornalismo, Tribunal Superior Eleitoral e vários políticos graças à propagação de fake news, disso todos já estão cansados de saber. Mas e se a gente encarasse a plataforma com outros olhos?

Em meio às polêmicas, uma lição ficou: as pessoas se informam muito pelas redes sociais. Segundo o Digital News Report 2018, do Instituto Reuters, 66% dos brasileiros usam as redes sociais para se manter informados. Já 48% gostam especificamente do WhatsApp para isso. Além disso, considerando o quanto o aplicativo de mensagens conseguiu pautar o período eleitoral, ficou clara a influência e relevância do conteúdo que circula por lá. Esses dados talvez sejam vistos de maneira negativa por algumas pessoas, preocupam com a propagação de fake news nesses meios. Mas, encarando positivamente, o jornalismo pode tirar muito proveito de toda essa situação.

Além de simplesmente marcar presença nas redes, a imprensa pode – e deve! – ir muito além na exploração desse território. É como seguir a máxima “mantenha seus inimigos próximos”. Se é difícil lutar contra a disseminação de informações duvidosas no aplicativo, então por que não se aliar a ele para propagar conteúdo de qualidade e alcançar mais pessoas com mais precisão?

Explorando o território “inimigo” do WhatsApp


Alguns jornais do país já utilizam do disparo de mensagens automáticas através de listas de transmissão para enviar as principais reportagens do dia para usuários cadastrados no serviço. A estratégia é inspirada no formato das newsletters que são febre nos e-mails. Enquanto isso, outros utilizam o aplicativo para receber denúncias de leitores e imagens em tempo real, usando a ferramenta como fonte.

E esse é só um exemplo das milhares de maneiras que o WhatsApp pode ser usado pelo jornalismo tradicional. Unindo estratégias de social media e um bom planejamento, é possível engajar mais o leitor cativo e conquistar novos públicos no meio digital. Para isso, é importante dar um passo além. Sair do básico, investir em narrativas inovadoras. Apostar em conteúdo nativo, que tenha a cara da internet e não apenas reproduza modelos antigos nos novos meios.

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Ana Tereza Moraes