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A licença poética na Publicidade

Nos primórdios da Propaganda no Brasil, eram usados textos literários, muitos deles escritos por nomes da nossa Literatura Nacional, como Olavo Bilac. Um texto relembrado até hoje, atribuído a Bastos Tigre, era sobre o Rhum Creosotado, um xarope para problemas respiratórios, cujo anúncio aparecia nos bondes do Rio de Janeiro.

E aí perguntamos se poderemos usar um texto poético na publicidade. Mas é claro que sim!!! Isso porque os recursos do poema em muito ajudam na hora de redigir um texto publicitário, com o uso de rimas e metáforas. Observemos as características:

  • A disposição gráfica, linhas desiguais, além de espaços brancos a separar as estrofes;
  • Cada linha do poema é um verso;
  • Os versos aparecem agrupados em estrofes;
  • O ritmo que é obtido pela repetição do mesmo número de sílabas ou pela acentuação das mesmas sílabas;
  • A rima e os recursos expressivos da língua.

Nos anos 1990, o cantor Herbert Viana, declamando Manuel Bandeira, participou de um comercial institucional do Banco Bamerindus, lembrado por muitos até hoje:

Em outras palavras: tudo o que pode ser escrito, pode ser transformado em Texto Publicitário.

Você pode saber mais sobre isso aqui: https://www.expolab.com.br/redacao-publicitaria.php

Taís Paranhos

Taís Paranhos

Jornalista, professora, redatora e produtora de conteúdo