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Fotografia: Editar ou não editar? Eis a questão.

Com o boom das blogueiras nas redes sociais, mesmo quem não é Youtuber ou “Instagrammer profissional” entrou na onda. “Por Pra Diversão” e diversos “Blogs Pessoais” transformaram o Instagram em um vasto terreno de contas comerciais, feeds organizados e fotos engajadoras.

Em um espaço virtual de navegação gratuita, diante de um imenso grupo que idolatra fotografia, é cada vez mais comum surgir novos perfis de fotógrafos profissionais e amadores, com câmeras ou celulares. O fato é que no meio disso tudo existe um ponto importante que gera debates entre os fotógrafos (e blogueirinhas também, afinal, foto é engajamento e engajamento é vida!): Qual é o limite da edição? Editar ou não editar? Eis a questão.

Há quem se incomode até com os filtros do Instagram, mas atire o celular na parede aquele que nunca ajustou uma exposição ou fez story com filtro de gatinho.

Crédito: Pixabay

A discussão começa sobre a realidade. Afinal, escolher o enquadramento, o ângulo, a intensidade da luz e outras configurações, já desfaz o que de fato é realidade. E não é necessário uma câmera para isso, nossa própria visão de mundo já diferencia as cenas que vemos cotidianamente.

Há quem diga que todo e qualquer ajuste realizado em uma fotografia é manipulação. Já outros defendem que ajustes mais bruscos como emagrecimento e exclusão de algum objeto ou pessoa da foto, configuram manipulações digitais. Enquanto isso, ajustes na coloração, nitidez, contrastes (conhecidos como Tone Mapping) são tratamento de imagem.

A realidade é que a edição ou tratamento de imagem (chame como quiser…) existe desde a fotografia de filme. A tecnologia foi se aperfeiçoando tanto para a realização da fotografia quanto para o tratamento dela. Hoje, comandos como o “burn” e o “dodge” existem no photoshop enquanto antes o “clareamento” e “tratamento de cores” era manual, realizados durante a revelação das fotos.

Crédito: Pixabay

Corpo perfeito? Corpo real.

A jovem modelo britânica Iskra Lawrence se recusa a ter suas fotos editadas no photoshop. Para Iskra, “é uma ilusão”. A modelo já protestou contra a gordofobia e afirmou que se sentia infeliz estando magra por pressão social. A luta de Iskra agora é contra retoques digitais em fotografias, principalmente em fotos e anúncios publicitários e em revistas. Para ela, os detalhes que fazem parte do corpo não devem ser vistos como falhas: “Ver essas imagens sem Photoshop é algo real e ajuda as pessoas a entenderem que não precisam ser perfeitas”, comenta a modelo.


Eliminar o uso de ferramentas como o Photoshop e o Lightroom significa limitar tanto as ferramentas quanto a possibilidade criativa de interpretação de mundo. O melhor limite é o bom senso. Afinal, nem todas as fotos têm o mesmo objetivo e, consequentemente, o mesmo peso. Uma foto de publicidade super editada, principalmente relacionado ao corpo feminino, historicamente agredido, é danosa à saúde física e mental de muitas mulheres. Em contrapartida, a imagem de uma criança com asas de borboleta, por exemplo, não aparenta nenhum dano.

Crédito: Pixabay

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Giselle Cahú

Jornalista, fotógrafa, produtora de conteúdo que escreve uns poemas de vez em quando e adora contar histórias.